Prazo máximo para requerer bolsas no ensino superior alargado para 24 de junho

30 de Abril 2020

O prazo máximo para os alunos universitários mais carenciados requererem bolsas de estudo foi alargado para 24 de junho devido à pandemia da covid-19, anunciou hoje o Governo.

Lisboa, 30 abr 2020 (Lusa) – O prazo máximo para os alunos universitários mais carenciados requererem bolsas de estudo foi alargado para 24 de junho devido à pandemia da covid-19, anunciou hoje o Governo.

As bolsas de estudo, cujo prazo limite para apresentação de requerimentos foi estendido até a esta data, serão atribuídas ainda durante o corrente ano letivo, indicou numa nota de imprensa o Ministério da Ciência, Tecnologia e do Ensino Superior.

A nota refere que o sistema de ação social no ensino superior (que abrange universidades, institutos politécnicos e escolas superiores) “continua a aceitar solicitações para atribuição de bolsas de estudo em caso de alteração significativa da situação económica do agregado familiar no decurso deste ano letivo”.

A tutela acrescenta que o mesmo sistema de ação social, que concede apoios aos estudantes mais carenciados, incluindo bolsas de estudo e alojamento, “mantém disponíveis os auxílios de emergência de natureza excecional para fazer face a situações económicas especialmente graves”.

Na terça-feira, no parlamento, o ministro da Ciência, Tecnologia e do Ensino Superior, Manuel Heitor, foi questionado pelos deputados sobre as ajudas dadas aos alunos universitários cujas famílias perderam rendimentos, devido ao desemprego ou à suspensão temporária de contratos de trabalho motivados pela crise sanitária da covid-19.

Na quarta-feira, o secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e do Ensino Superior, João Sobrinho Teixeira, reconheceu, num entrevista à revista Fórum Estudante, que a situação económica das famílias se poderá agravar e que, por isso, o Governo decidiu alargar os prazos, embora ressalvando que não houve ainda um aumento súbito de pedidos de bolsas. Na altura, não foram avançadas datas.

Sobrinho Teixeira afirmou, então, que foram dadas indicações para que as instituições de ensino superior possam ativar “mecanismos de emergência”.

Lusa/HN

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