No primeiro mês de verão em convivência com a pandemia do novo coronavírus, os portugueses compram menos medicamentos, mas mais caros. A Health Market Research divulgou a sua análise ao mercado farmacêutico para o mês de junho, onde se destaca o crescimento +1,2% nas vendas de medicamentos para patologias crónicas num mercado que caiu -3,2% em volume de vendas face ao mesmo mês do ano passado.

Ainda assim, e apesar da quebra de -3,2% em volume, no que toca a valores monetários, os portugueses gastaram este ano mais +0,03%.

Dentro do mercado farmacêutico o segmento mais afetado parece ser o Pharmeceutical, que engloba os medicamentos de compra livre ou com receita. Este segmento registou um recuo de -3,7% face ao período homólogo. Ao todo venderam-se menos 750 mil unidades, mas angariaram-se mais 1,2 milhões de euros (+0,5%). Para este ganho em valor apesar da perda em unidades vendidas contribui o já enunciado aumento de vendas de medicamentos para patologias crónicas.

Noutro segmento, o mercado de Consumer Healthcare reduziu -5,2% face ao ano passado, uma tendência que o relatório atribui sobretudo à quebra das vendas de produtos sazonais do subsegmento Personal Care, em que se incluem protetores solares e produtos de emagrecimento. Esta queda é apenas em termo homólogos, já que em relação a maio as vendas de Personal Care continuam a crescer, como seria de esperar.

Em termos gerais, apesar do decréscimo do volume de vendas do mês de junho, 2020 continua a ser um ano de crescimento para o mercado farmacêutico tanto em termos de volume (+3,1%), como em termos de valor (+5,5%).

João Daniel Ruas Marques/HN

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