Quatro casos detetados em navio e um no estaleiro da Lisnave em Setúbal

17 de Julho 2020

Quatro elementos da tripulação de um navio em reparação na Lisnave e um trabalhador do estaleiro testaram positivo à covid-19, mas a empresa refere que continua a laborar normalmente e a cumprir as regras da Direção-Geral da Saúde.

“Há uma semana, dois técnicos que se encontravam a bordo do navio Atlantic Orchard, ao serviço do armador, começaram a apresentar sintomas da covid-19, fizeram os testes e o resultado foi positivo”, disse à agência Lusa o porta-voz da Lisnave, Humberto Bandeira.

“Estes dois técnicos terão sido contaminados por um outro técnico que, entretanto, já tinha abandonado o navio”, acrescentou Humberto Bandeira, salientando que de imediato foram realizados testes a toda a tripulação e a cerca de uma dezena de trabalhadores do estaleiro, em Setúbal, que tinham estado em contacto com o navio.

De acordo com o porta-voz, os testes realizados permitiram detetar que havia mais um tripulante contaminado. Foi também detetado um trabalhador do estaleiro com covid-19, mas que, segundo a Lisnave, terá sido contaminado em ambiente familiar, pelo que, no total, foram detetados cinco casos de covid-19.

“Os trabalhadores do estaleiro que tiveram testes negativos vão fazer novos testes, para confirmação do resultado, durante a próxima semana”, frisou, reiterando que a empresa continua a laborar normalmente e a cumprir todas as regras de prevenção da propagação da pandemia estabelecidas pela Direção-Geral da Saúde.

“Temos controlo da temperatura à entrada do estaleiro, máscaras e afastamento”, sublinhou Humberto Bandeira.

 A pandemia de covid-19 já provocou mais de 585 mil mortos e infetou mais de 13,6 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.679 pessoas das 47.765 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

LUSA/HN

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