O Fundo de Ação AMR é uma colaboração entre mais de 20 empresas biofarmacêuticas, que pretende disponibilizar dois a quatro novos antibióticos aos doentes até 2030, através da colaboração de empresas farmacêuticas, filantropias, bancos de desenvolvimento e organizações multilaterais para robustecer e acelerar o desenvolvimento de antibióticos.

De acordo com o CEO da Pfizer, Albert Bourla, a pandemia da Covid-19 veio alertar para a necessidade de “investir no desenvolvimento de medicamentos agora, de forma a estarmos preparados para ajudar a prevenir a próxima crise de saúde pública”.

Albert Bourla acrescenta que “o mundo não pode abordar a ameaça crescente da AMR sem colaboração – e que será preciso uma associação de medidas de prevenção, liderança responsável e pensamento inovador para ultrapassar os obstáculos existentes. O novo Fundo de Ação AMR constitui o veículo para o fazer, investindo e estimulando uma pipeline potencialmente mais forte de medicamentos antimicrobianos.”

Os especialistas estimam que 700 mil pessoas morrem todos os anos devido à AMR, apontando para que em 2050 a AMR seja responsável por 10 milhões de mortes por ano. É neste sentido que os profissionais de saúde consideram que “para combater a AMR, os antibióticos apenas devem ser usados quando necessário, de forma a conservar a sua eficácia.”

“Embora os antibióticos tenham revolucionado a medicina no século XX e, em conjunto com a vacinação, tenham levado à quase erradicação de muitas doenças no mundo desenvolvido, ao longo do tempo as bactérias mudam e adaptam-se ao uso de antibióticos, tornando-os ineficazes. Assim, é mais difícil tratar infeções comuns como a pneumonia e a tuberculose, dando origem a hospitalizações mais prolongadas, maiores custos médicos e um aumento de mortalidade.”

A Pfizer garante o seu compromisso na luta contra a AMR através do “no desenvolvimento de vacinas que ajudam a prevenir infeções, reduzindo a necessidade de antibióticos, que se forem incorretamente utilizados podem favorecer o surgimento de estirpes resistentes.”

PR/HN/Vaishaly Camões

 

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