Do ponto de vista do coordenador do NEDVIH, José Vera, “a capacidade de olhar e gerir não só a infeção, mas a doença VIH como um todo, é o desafio a vencer nos dias de hoje”. É por isso que defende “a adoção de protocolos de atuação que promovam a redução de fatores de risco, a profilaxia, o diagnóstico precoce e o tratamento atempado das co-morbilidades”.

Para o especialistas este novo olhar perante o vírus, por parte das equipas de saúde, podem garantir “a melhoria da qualidade assistencial e consequente redução da morbimortalidade e aumento da qualidade de vida”.

“A infeção VIH não é apenas uma infeção viral do sistema imunológico. É uma doença sistémica, complexa, que desafia o nosso conhecimento e as nossas capacidades. A investigação desenvolvida desde o início da pandemia, tanto no campo do conhecimento da infeção, como na pesquisa de terapêuticas mais eficazes, permitiu que em apenas três dezenas de anos, a infeção VIH passasse de doença mortal a doença crónica. O conhecimento dos mecanismos de infeção, do ciclo de vida do VIH e a identificação de alvos terapêuticos que possibilitassem inibir a replicação viral foram passos essenciais deste processo” acrescenta José Vera.

A SPMI refere que o curso destina-se a médicos prestadores de cuidados diferenciados aos doentes com infeção VIH, médicos em formação específica e jovens especialista com interesse nesta patologia, médicos dos Cuidados de Saúde Primários e médicos de Organizações de Base Comunitária operando no âmbito da infeção VIH e é constituído pelos módulos de virologia, imunidade e inflamação, abordagem inicial do doente, terapêutica antirretroviral, infeções oportunistas e co-infeções virais, patologia pulmonar, patologia cardiovascular, patologia renal, patologia metabólica e patologia psiquiátrica.

PR/HN/Vaishaly Camões

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