Após cinco meses de estado de emergência, o país entrou em 07 de setembro na fase de estado de calamidade por tempo indeterminado, definindo a retoma faseada das atividades económicas no país.

A nova fase mantém, no geral, as restrições que o país adotou nos últimos cinco meses, com destaque para o uso obrigatório de máscara, limitações quanto a ajuntamentos e interdição de eventos em espaços de diversão.

Permanecerá ainda interdita a realização das modalidades desportivas com ou sem espetadores, embora passem a ser permitidos, a partir de hoje, treinos dos clubes do Moçambola e de atletas ou equipas que tenham competições internacionais.

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As praias estarão abertas, mas será proibida a prática de desporto de grupo, espetáculos musicais e venda e consumo de bebidas alcoólicas.

“Aqui vamos ser intransigentes. Queremos voltar gradualmente ao normal, mas não queremos ver pessoas aglomeradas e a consumir bebidas alcoólicas. Não. Aí os homens da lei e ordem vão tomar conta”, declarou o Presidente da República, Filipe Nyusi, ao anunciar o estado de calamidade, em 04 de setembro.

A retoma faseada das atividades económicas, dividida em três fases, começou a ser adotada em 18 de agosto, com o reinício das aulas de ensino superior, técnico e profissional e regresso dos cultos religiosos embora com lotação limitada a 50% da capacidade do espaço (com limite máximo de 150 pessoas).

A segunda fase, em 01 de setembro, permitiu a reabertura de cinema, teatros, casinos, ginásios e escolas de condução, entre outras atividades consideradas de médio risco.

Uma nova fase está agendada para 01 de outubro e abrange o reinício das aulas da 12.ª classe, último ano do ensino secundário em Moçambique.

Filipe Nyusi frisou que o reinício das aulas noutras classes está dependente da autorização do Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano, em função do desenvolvimento da situação da pandemia no país e em coordenação com o Ministério da Saúde.

Moçambique tem um total acumulado de 5.482 infeções, 35 óbitos e 3.094 recuperações (55% do total) desde que foi declarada a pandemia, em 11 de março.

A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 924.968 mortos e mais de 29 milhões de casos de infeção em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

NR/HN/LUSA

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