A partir de hoje, as ligas profissionais de futebol e basebol – os dois desportos mais populares do país – podem permitir a entrada nos estádios até um máximo de 30% da sua capacidade total, e ponderam a subida do limite máximo para 50% da capacidade num futuro próximo, caso a situação pandémica evolua favoravelmente.

Até agora, os estádios podiam acolher até 5.000 pessoas nas bancadas. Já os cinemas e teatros de dimensão reduzida passam a ter os lugares todos disponíveis, embora os grandes cinemas e salas de concertos mantenham o atual limite de 50% de ocupação.

O executivo nipónico decretou, no entanto, a manutenção das medidas preventivas contra a covid-19, nomeadamente o uso obrigatório de máscaras, o respeito pela distância de segurança e a verificação de temperatura corporal à entrada de certos espaços fechados. Segundo o ministro da Revitalização Económica, Yasutoshi Nishimura, a “aplicação rigorosa” das normas é fundamental para permitir no futuro a entrada de mais pessoas.

Paralelamente, cada estabelecimento pode decidir as suas próprias limitações de capacidade, desde que sejam respeitadas as diretrizes do Governo, que são mais restritivas para espaços fechados, mal ventilados e onde não pode ser garantida uma distância mínima de segurança entre espectadores.

O Japão regista uma tendência decrescente do número de novos casos de covid-19 desde o início de agosto. Na última semana, a estatística de novas infeções diárias oscilou entre as 280 e as 650 em todo o país, com a capital Tóquio a concentrar a maioria dos diagnósticos.

Os totais acumulados do país atingem os 78.525 casos e os 1.501 óbitos por covid-19 desde o início da pandemia. A estes números somam-se ainda 712 contágios e 13 mortos num navio de cruzeiro que foi colocado em quarentena num porto japonês.

A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 946.727 mortos e mais de 30,2 milhões de casos de infeção em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

LUSA/HN

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