Coreia do Sul vai multar quem não use ou coloque mal máscaras

4 de Outubro 2020

A Coreia do Sul vai impor multas a quem não use máscaras em espaços e transportes públicos, ou que as use mal, a partir de 13 de novembro, para conter a propagação da covid-19, informaram hoje as autoridades.

Segundo a agência Efe, será obrigatório usar máscara nos transportes públicos, em instalações médicas ou manifestações, e quem não cumpra pode ser alvo de multas de até 100 mil wones (cerca de 73,10 euros), segundo informação publicada pela Agência para o Controlo e Prevenção de Doenças da Coreia (KDCA).

A multa também poderá recair sobre quem não use máscara de forma adequada em tais espaços, como as pessoas que a colocam sem cobrir o nariz, precisou a agência sul-coreana.

Os menores de 14 anos e quem não possa usar máscara por razões médicas ficarão isentos do cumprimento da normativa, segundo os detalhes recolhidos pela agência de notícias Yonhap, citada pela Efe.

A Coreia do Sul dará ainda um período de adaptação de um mês para o uso obrigatório de máscaras nos espaços, a partir de 13 de outubro.

De acordo com a nova norma, não será permitido a utilização de cachecóis ou outro tipo de adereços para substituir a máscara, que não protejam adequadamente face ao coronavírus SARS-CoV-2, segundo a KDCA.

Os governos locais poderão ajustar o período de adaptação em função da situação de contágios em cada território, segundo a Efe.

Os novos casos diários de covid-19 na Coreia do Sul ficaram hoje abaixo dos 100 pelo quarto dia consecutivo, mas as autoridades temem um aumento nos próximos dias, depois de milhões de pessoas terem viajado durante as férias do Chuseok, uma festa de colheitas no equinócio de outono.

A Coreia do Sul contabilizou 64 novos casos de covid-19 hoje, incluindo 47 contágios locais, elevando o número total de casos para os 24.091.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de um milhão de mortos e mais de 34,6 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

LUSA/HN

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