Mais de sete mil polícias vão vigiar estado de emergência em Madrid

9 de Outubro 2020

Mais de sete mil agentes da polícia e da Guarda Civil vão controlar o cumprimento das medidas do estado de emergência decretado hoje pelo Governo de Espanha em Madrid e outros nove municípios da região, anunciou o ministro do Interior.

Fernando Grande-Marlaska, que falava em conferência de imprensa após o Conselho de Ministros extraordinário, disse que os agentes de ambos os organismos, que também serão acompanhados pela polícia municipal, serão destacados em Madrid e nos outros nove municípios da comunidade para controlar o cumprimento das medidas.

Tanto a rede rodoviária destes municípios como as infraestruturas de transporte serão especialmente controladas pelos agentes para assegurar o confinamento.

O Governo de Espanha decretou hoje o estado de emergência durante 15 dias em Madrid e outros nove municípios da região, que entra em vigor de imediato, restabelecendo as restrições de movimentos invalidadas na quinta-feira pela justiça.

Espanha regista um aumento significativo dos casos de infeção pelo novo coronavírus desde setembro, com mais de 10.000 novos casos e cerca de uma centena de mortes, em média, por dia.

Madrid é a comunidade autónoma mais afetada, com registos nas últimas semanas de cerca de 3.000 novos casos por dia.

Desde o início da pandemia, segundo números oficiais de quinta-feira, Espanha regista 848.324 infeções (mais de um terço dos quais, 258.767, em Madrid) e 32.688 mortes.

As restrições aplicam-se aos municípios com uma incidência de contágio superior a 500 casos por 100.000 habitantes nos últimos 14 dias, uma percentagem de positividade nos testes de diagnóstico acima de 10% e uma ocupação de camas nas unidades de cuidados intensivos por doentes Covid-19 acima de 35% na comunidade autónoma a que o município pertence.

As medidas proíbem nomeadamente a entrada e saída de pessoas em cada uma das 10 cidades da região de Madrid, incluindo a capital, excetuando apenas deslocações “devidamente justificadas”, como idas ao médico, para o trabalho, centros educativos, assistência a idosos, menores e dependentes, e idas a bancos, tribunais ou outros organismos públicos.

As reuniões familiares e sociais, a menos que entre pessoas que coabitem, são limitadas a seis pessoas e a capacidade máxima dos estabelecimentos comerciais e serviços abertos ao público é reduzida a 50%, devendo fechar o mais tardar até às 22:00.

Para hotéis, restaurantes, cafés e bares, a capacidade permitida não pode exceder 50% no interior e 60% no exterior, e o consumo ao balcão é proibido, devendo estar encerrados às 23:00.

LUSA/HN

0 Comments

Submit a Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMAS

Trabalhadores do INEM definem fronteiras intransigentes para negociação da reestruturação

Os profissionais do Instituto Nacional de Emergência Médica estabeleceram esta quarta-feira as suas condições non negotium para o diálogo com a direção, num clima de apreensão face ao plano de refundação da instituição. A assembleia geral aprovou por larga margem um conjunto de exigências que consideram fundamentais, num movimento que antecede as conversações formais com o conselho diretivo liderado por Luís Mendes Cabral.

OMS reafirma não existir ligação entre as vacinas e o autismo

Uma nova análise de especialistas da Organização Mundial da Saúde sobre a segurança das vacinas concluiu que não existe qualquer relação causal entre as vacinas e as perturbações do espectro do autismo (PEA), indicou a OMS na quinta-feira.

20.º Congresso Português do AVC realiza-se em Braga com organização conjunta da SPAVC e SPNI

O 20.º Congresso Português do AVC será realizado de 28 a 30 de janeiro de 2026, no Espaço Vita, em Braga. Esta edição marca uma novidade significativa, pois é a primeira vez que o evento se realiza na cidade de Braga e sob organização conjunta da Sociedade Portuguesa do AVC (SPAVC) e da Sociedade Portuguesa de Neurorradiologia de Intervenção (SPNI). 

Hospital de São João apela à doação renal em vida

Mais de 1.800 doentes renais crónicos aguardam por transplante de rim em Portugal, uma realidade que a Unidade Local de Saúde São João (ULSSJ), no Porto, quer alterar apelando à doação em vida, disse hoje fonte do hospital.

MAIS LIDAS

Share This
Verified by MonsterInsights