“Teremos que mostrar muita responsabilidade por este referendo”, disse a subsecretária de Saúde, Paula Daza, numa conferência de imprensa sobre o balanço de chilenos infetados pelo novo coronavírus.

De acordo com as autoridades de saúde, 1.631 novos casos e 48 mortes adicionais foram registados nas últimas 24 horas, elevando o número total de contágios para 500.542 casos, incluindo 13.892 mortes neste país de 18 milhões de habitantes.

Nos últimos meses, a curva de contágio estabilizou, com surtos pontuais, atualmente no Sul e extremo sul do país.

No domingo, 14 milhões de chilenos são chamados às urnas para dizer sim ou não a uma mudança na Constituição, em substituição à atual herdada da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990) e acusada nos últimos meses por manifestantes que pedem reformas para mais justiça social.

Um protocolo de saúde rígido foi posto em prática para a votação: as assembleias de voto permanecerão abertas por mais tempo, das 08:00 (12:00 de Lisboa) às 20:00, e os eleitores com mais de 60 anos terão prioridade em determinados horários.

Os centros de votação foram submetidos a cuidadosa desinfeção e o distanciamento físico e a máscara serão obrigatórios.

Os eleitores também são convidados a levar a sua própria caneta, com a qual marcarão a quadrícula correspondente à sua escolha para responder a duas perguntas: “Quer uma nova Constituição?” e “Que órgão deve elaborar a nova Constituição?”.

Poderão escolher entre uma “convenção mista constitucional” composta por cidadãos eleitos e parlamentares, e uma “convenção constituinte” composta inteiramente por cidadãos.

LUSA/HN

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