Os rastreios devem durar até o final do mês de novembro, em que se celebra no dia 14 o Dia Mundial da Diabetes.

Os rastreios vão acontecer nos polos de distribuição alimentar a famílias identificadas pelas juntas de freguesia e das entidades parceiras do Programa de Apoio Alimentar da Câmara Municipal de Lisboa, e consistem numa avaliação de risco de diabetes tipo 2 feita por profissionais de saúde.

Em caso de resultado de elevado risco, é feito um teste de diagnóstico de diabetes, através da recolha de uma pequena amostra de sangue por picada no dedo, no local, com resultado em minutos. Consoante os resultados obtidos, a pessoa pode ser referenciada para consulta e seguimento no Centro de Saúde da sua área ou, se necessário, encaminhada para uma primeira consulta de urgência na Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal (APDP).

O projeto “Lisboa a mudar a Diabetes” decorre no âmbito do programa “Cities Changing Diabetes Lisboa” que tem como parceiros a Câmara Municipal de Lisboa, a APDP, a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, a Nova Medical School, a Santa Casa de Misericórdia de Lisboa e a Novo Nordisk Portugal

A iniciativa tem ainda uma componente de sensibilização e literacia em saúde e um questionário sociodemográfico e de avaliação da vulnerabilidade, o que somado ao apoio alimentar permitirá um maior acompanhamento social e de saúde desta população de Lisboa.

Considerando que as pessoas com diabetes correm maior risco de sofrer complicações e ficar gravemente doentes em caso de infeção por Covid-19, torna-se crucial apoiar as populações que se encontram mais vulneráveis. Com esta iniciativa, a cidade de Lisboa, para além de intervir diretamente em casos e pessoas concretas, ficará com um conhecimento mais aprofundado sobre a vulnerabilidade desta população, tanto na componente social como na componente  saúde. Para o município, o projeto representa uma oportunidade para alcançar o seu objetivo de melhorar a vida das pessoas com diabetes e de quem está em risco de desenvolver esta doença, que se estima que atinja mais de 10,5% da população da região de Lisboa e Vale do Tejo.

Com esta iniciativa, Lisboa dá também cumprimento a um dos desígnios da OMS: “Não deixar ninguém para trás”.

PR/João Marques

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