O debate subordinado ao tema We Compromise, a mudança na Esclerose Múltipla é agora” teve como principal objetivo aumentar o conhecimento da doença e promover uma refleção sobre as necessidades dos doentes.

Francisco Del Val, General Manager da Sanofi Genzyme sublinha o compromisso da farmacêutica no tratamento da Esclerose Múltipla, afirmando que o “debate conjunto por parte de profissionais de saúde de diversas especialidades, de associações e de doentes é fundamental para uma abordagem transversal e multidisciplinar da Esclerose Múltipla.

Apesar de ainda não existir uma cura para a Esclerose Múltipla têm sido desenvolvidos tratamentos que ajudam a atrasar a sua progressão, tendo sido um dos tópicos abordados no debate. A segurança e a eficácia dos fármacos Teriflunomida e a Alemtuzumab foram objetivo de discussão no evento.

No campo da investigação e, no desenvolvimento e acesso a terapêuticas inovadoras por parte dos doentes e investigadores nacionais, foram apresentadas boas notícias com a participação de Portugal no Programa de Desenvolvimento Clínico de uma molécula que inibe a enzima BTK na Esclerose Múltipla, com três Ensaios Clínicos de Fase III.

“Esta molécula traz consigo esperança à comunidade de Esclerose Múltipla, pois a grande maioria das pessoas que vive com a doença desenvolve algum grau de incapacidade durante o curso da mesma, e o inibidor de BTK tem o potencial de transformar a maneira como é tratada.”

Para os doentes que participaram neste encontro, os desafios do momento, bem como a falta de expetativas em relação ao que deles é esperado estão muito presentes no seu quotidiano. O atual contexto pandémico está a ter efeitos negativos no diagnóstico e tratamento da doença em Portugal, contribuindo potencialmente para a progressão da mesma.

A doença é também conhecida como a ““doença das 1000 caras” por não haver um padrão definido dos sintomas (alguns descritos como invisíveis). A Esclerose Multipla é uma doença crónica, imprevisível, que ataca o sistema nervoso central. Em Portugal esta patologia atinge cerca de oito mil pessoas.

O debate decorreu dia 7 de novembro e contou com a participação de especialistas, bem como de alguns doentes, que em conjunto fizeram uma análise atual e futura desta patologia.

PR/HN

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