Os projetos envolvem 14 Estados-membros, incluindo Portugal, e o Reino Unido e esta ação é financiada através do Instrumento de Apoio de Emergência, num total de 36 milhões de euros.

Os projetos são nacionais ou regionais e, na maioria dos casos, envolvem a distribuição de fundos a um grande número de centros locais de colheita de sangue ou plasma (mais de 150 no total).

O tratamento envolve a transfusão de plasma convalescente para pacientes doentes para aumentar a sua imunidade e capacidade de combater o vírus.

Também pode ser fornecido à indústria para a purificação de anticorpos para produzir um medicamento para a Covid-19.

Os financiamentos apoiarão a compra de várias máquinas de plasmaferese – um tratamento médico no qual usamos uma máquina para remover elementos do plasma sanguíneo que possam ser responsáveis por algumas doenças – e equipamento associado, incluindo ‘kits’ de colheita, equipamento de armazenamento, testes laboratoriais e caracterização do plasma e alterações organizacionais nos centros de sangue.

“Quando se trata de investigação terapêutica para a Covid-19, todas as opções têm de ser exploradas para garantir que tratamentos seguros e eficazes possam ser disponibilizados o mais rapidamente possível”, disse, em comunicado, a comissária europeia para a Saúde, Stella Kyriakides.

“Graças aos muitos candidatos que responderam ao convite da Comissão, a recolha de plasma pode agora ser aumentada através dos projetos selecionados, o que ajudará na utilização do plasma convalescente como um possível tratamento promissor”, salientou.

A pandemia de Covid-19 provocou pelo menos 1.934.693 mortos resultantes de mais de 90,1 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 7.803 pessoas dos 483.689 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

O estado de emergência decretado em 09 de novembro para combater a pandemia foi renovado com efeitos desde as 00:00 de 08 de janeiro, até dia 15.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

LUSA/HN

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