29/01/2021 | Covid 19, Nacional, Notícias

Doentes em estado grave vão ser transferidos hoje de Lisboa para a Madeira

Três doentes dos cuidados intensivos de hospitais de Lisboa vão ser transferidos esta sexta-feira à tarde para o hospital Nélio Mendonça, no Funchal, na sequência da disponibilidade manifestada pelo Governo da Madeira para receber doentes de Covid-19 do continente.

“Hoje, durante a tarde, irão ser transferidos três doentes internados em Cuidados Intensivos, dois do Hospital Beatriz Ângelo e um do Centro Hospitalar Lisboa Ocidental, para o Hospital Dr. Nélio Mendonça, no Funchal”, adianta um comunicado conjunto dos ministérios da Defesa e da Saúde.

Segundo a mesa fonte, esta transferência de doentes decorre na sequência da disponibilidade manifestada pela Região Autónoma da Madeira para receber doentes críticos do Serviço Nacional de Saúde do continente.

“Os doentes serão transferidos com a necessária autorização das respetivas famílias, num processo que assenta numa estreita articulação entre os Serviços de Medicina Intensiva envolvidos e a Comissão de Acompanhamento da Rede Nacional de Medicina Intensiva (CARNMI), o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), a Força Aérea Portuguesa (FAP) e o Serviço de Saúde da Região Autónoma da Madeira (SESARAM)”, refere o comunicado.

O transporte aéreo será assegurado pelo Ministério da Defesa Nacional, através de um avião C130 da FAP, estando “garantidas todas as condições de segurança, quer durante os transportes terrestres quer durante a evacuação aeromédica”, nomeadamente no que se refere às equipas médicas altamente diferenciadas das entidades envolvidas (hospitais, INEM, FAP e SESARAM) que acompanharão em permanência estes doentes, assegurou.

Na quinta-feira, o presidente do Governo da Madeira manifestou a “disponibilidade total” da região para receber doentes com Covid-19 do continente, na sequência da “sobrecarga” que se verifica nos hospitais de Portugal continental.

O Serviço de Saúde da Madeira tinha manifestado, na quarta-feira, à ministra da Saúde, Marta Temido, disponibilidade para receber três doentes do continente na unidade de cuidados intensivos.

LUSA/HN

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