“Face à pouca informação sobre a bioatividade das fibras de brócolos, os polissacarídeos pécticos foram extraídos, fracionados e caracterizados na UA, e a sua atividade imunoestimuladora foi avaliada por incubação ‘in vitro’”, relata uma nota de imprensa da UA.

Segundo é explicado, “após algum processamento, comprovou-se que os polissacarídeos pécticos, como ingredientes funcionais, melhoram a função imunológica e promovem a saúde”.

“A vantagem daqueles compostos na melhoria da função imunológica ficou clara”, afirma Sónia Ferreira, que defendeu o trabalho em tese no Programa Doutoral em Ciência e Tecnologia Alimentar e Nutrição.

A investigadora admite, contudo, que “uma vez que os estudos sobre a influência desses compostos na atividade dos linfócitos B e no sistema imunitário foram realizados ‘in vitro’, ou seja, no laboratório e em ambiente muito controlado, ficaram várias questões por responder e analisar”.

No trabalho realizado na Universidade de Aveiro são propostas novas vias para a valorização económica dos subprodutos de brócolos, como caules, folhas e restos de inflorescências com menos valor comercial, que correspondem a cerca de 70% deste vegetal.

O estudo permitiu ainda perceber que os compostos extraídos dos subprodutos de brócolos com água foram os principais contribuintes para as alterações observadas nas propriedades mecânicas no bioplástico produzido a partir de amido, extraído da batata.

“A adição destes compostos antes das etapas de gelatinização e filtração do amido permitiu obter filmes de bioplástico com maior resistência, rigidez e elasticidade”, descreve.

LUSA/HN

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