A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) indicou, em comunicado, que os dois projetos se integram no Roteiro Nacional de Infraestruturas de Investigação de Interesse Estratégico (RNIE), fazendo parte das redes portuguesas de centros académicos clínicos (PtCAC) e de infraestruturas de investigação clínica avançada (PtCRIN).

Segundo o documento, os dois projetos asseguram a transferência para o Algarve de serviços de instituições de caráter nacional da área da saúde, como o Instituto Português do Sangue e Transplantação e o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).

Um dos projetos, apresentado em parceria com o Centro Hospitalar Universitário do Algarve, (CHUA) e denominado PtCAC CRE-ABC, integra a Rede Nacional de Centros Académicos Clínicos e visa a construção de um centro de investigação do ABC, o qual “ambiciona potenciar a cooperação de um conjunto de valências multidisciplinares com elevado impacto na produção científica”, especifica a CCDR/Algarve.

Segundo aquele organismo, o objetivo “é capacitar a infraestrutura com tecnologia de ponta”, que permita aos investigadores e médicos “desenvolver colaborações e novos conhecimentos clínicos”.

Numa parceria com o município de Loulé, a candidatura do ABC engloba a criação de seis unidades multidisciplinares: Banco de Soro – Seroteca, Banco Público de Células do Cordão Umbilical, BioBanco, Centro de Investigação Entomológica , Unidade de Investigação Avançada em Tomografia Computadorizada e Laboratório de Genética Clínica.

Este projeto tem um investimento estimado de 5,4 milhões de euros, comparticipado em 70% por fundos europeus.

Já o projeto para a criação do Centro de Investigação Clínica Avançada e gestão de ensaios clínicos do Algarve (PtCRIN/CICAlgarve) “visa desenvolver um conjunto de infraestruturas e recursos vocacionados para promover a cooperação nacional e internacional em investigação clínica”.

Ao mesmo tempo, terá capacidade para aumentar a qualidade da pesquisa e inovação terapêutica para o benefício dos pacientes, cidadãos e sistemas de saúde, pretendendo uma atuação multidisciplinar com enfoque nas áreas das neurociências, oncologia e cardiovascular.

“O centro apresenta como elemento diferenciador e inovador a complementaridade da investigação com a prática clínica, o qual irá proporcionar aos investigadores o acesso, na mesma infraestrutura, ao Centro de Cirurgia Experimental, permitindo testar e desenvolver projetos de investigação de natureza clínica, designadamente na área cirúrgica e dos cuidados intensivos”, lê-se na nota.

O projeto tem um investimento global estimado em 3,4 milhões de euros, comparticipado em 70% por fundos do Programa Operacional do Algarve, totalizando cerca de 6,2 milhões de incentivos provenientes do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).

O Centro de Investigação e Formação Biomédica do Algarve é uma parceria detida em partes iguais pelo centro hospitalar da região e pela Universidade do Algarve, com a missão de criar, transmitir e difundir uma cultura de investigação e desenvolvimento, contribuindo para a formação de profissionais qualificados e diferenciados.

Lusa/HN

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