11/03/2021 | Covid 19, Lusofonia, Mundo, Notícias

Brasil ultrapassa pela primeira vez as duas mil mortes num único dia

O Brasil ultrapassou esta quarta-feira, pela primeira vez, a barreira das duas mil mortes diárias devido à Covid-19 (2.286), um novo recorde pelo segundo dia consecutivo, informou o Ministério da Saúde brasileiro.

Com o número de óbitos hoje registado, o país sul-americano totaliza 270.656 vítimas mortais, sendo a segunda nação em todo o mundo com mais mortes pelo novo coronavírus, apenas atrás dos Estados Unidos.

Na terça-feira, o Brasil tinha chegado às 1.972 diárias, menos 314 óbitos face aos números de ontem e o maior registo até então.

Além disso, o Brasil contabilizou ainda 79.876 novos casos de infeção, o terceiro dia com mais diagnósticos positivos desde que a Covid-19 chegou ao país, em fevereiro do ano passado, segundo o último boletim epidemiológico da tutela da Saúde.

No total, a nação sul-americana, com 212 milhões de habitantes, concentra agora 11.202.305 casos de infeção pelo SARS-CoV-2, naquele que é o período mais critico da pandemia no Brasil.

Assim, a taxa de incidência da doença em território brasileiro aumentou hoje para 129 mortes e 5.330 casos por 100 mil habitantes.

Geograficamente, o foco da pandemia no país está em São Paulo, Estado que tem hoje 2.149.561 pessoas diagnosticadas, sendo seguido por Minas Gerais (938.811), Paraná (741.568) e Bahia (725.567).

Já as unidades federativas com mais mortes pela Covid-19 são São Paulo (62.570), Rio de Janeiro (33.893), Minas Gerais (19.824) e Rio Grande do Sul (14.087).

Em relação às recuperações, o número total chega 9,9 milhões, enquanto que 1.017.910 pacientes infetados permanecem sob acompanhamento médico.

Face ao agravamento da pandemia por todo o país, o secretário estadual de Saúde do Rio de Janeiro, Carlos Alberto Chaves, afirmou que o executivo admite barrar a entrada de turistas visando conter a disseminação da doença.

“Eu vejo as praias cheias de turistas. É hora de turismo aqui? É hora de samba na praia? Eu acho que não. Estamos conversando com a vigilância epidemiológica sobre isso. Tem vários posicionamentos a serem colocados, uns mais drásticos, outros mais leves”, disse o secretário, citado pela imprensa local.

“Eu vi muitos turistas na praia. Isso é algo a ser discutido do ponto de vista técnico. Estamos analisando. Decisões podem ser tomadas na sexta-feira, a partir dos dados epidemiológicos. Temos que ver como está a evolução, os gráficos diários”, acrescentou Alberto Chaves, sobre aquela que é a região mais emblemática do Brasil.

Na manhã de hoje, 95% das camas dos cuidados intensivos da rede pública de saúde ‘carioca’ estavam ocupadas, no momento em que 6% dos moradores da cidade do Rio de Janeiro já foram vacinados.

Apesar do momento critico, que levou ao colapso de vários hospitais, o Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, afirmou ontem que seu Governo tem sido “incansável” e “um exemplo para todo o mundo” no combate à pandemia.

“Fomos e somos incansáveis desde o primeiro momento no combate à pandemia. Desde o início, com o resgate dos brasileiros que estiveram em Wuhan, na China, fomos um exemplo para o mundo”, disse o líder da extrema-direita brasileira, e um dos chefes de Estado mais negacionistas em relação à gravidade da doença, numa cerimónia no Palácio Presidencial do Planalto.

A pandemia de Covid-19 provocou, pelo menos, 2.611.162 mortos no mundo, resultantes de mais de 117,5 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

LUSA/HN

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