O novo concurso é lançado depois de no processo anterior, no valor de 40 milhões, não ter aparecido qualquer proponente que cumprisse o valor estipulado.

À Lusa, fonte da Câmara de Sintra, no distrito de Lisboa, explicou que a necessidade de aumentar o valor em 10 milhões de euros se justifica pelo “aumento dos preços do mercado, nomeadamente das matérias-primas”, adiantando ainda que a adjudicação e o início da construção estão previstos para o mês de julho.

De acordo com a informação divulgada pela autarquia, depois de publicação em Diário da República, o que deverá acontecer nas próximas 48 horas, as empresas de construção têm 30 dias para concorrer a esta obra, paga pela Câmara de Sintra, enquanto o Estado assume a aquisição e a instalação do equipamento, orçamentadas em 22 milhões de euros.

O novo hospital de Sintra será constituído por três unidades, ambulatório programado, serviço de urgência básica e unidade de convalescença. Terá 19 especialidades e capacidade para atender 60 mil urgências anualmente.

O ambulatório programado contempla consultas externas e exames, unidade de saúde mental, medicina física e de reabilitação, central de colheitas, unidade de cirurgia de ambulatório e bloco de cirurgia de ambulatório.

Quanto às especialidades, a unidade de saúde contará com anestesiologia, cardiologia, cirurgia geral, cirurgia pediátrica, cirurgia plástica e reconstrutiva e estética, gastrenterologia, medicina física e reabilitação, medicina interna, neurologia, oftalmologia, ortopedia, otorrinolaringologia, patologia clínica, pediatria, pneumologia, psiquiatria, radiologia e urologia.

Em fevereiro, o presidente da Câmara de Sintra, Basílio Horta, assumiu que o novo hospital não será uma realidade em 2021, considerando que a pandemia pode explicar o facto de todas as propostas apresentadas no primeiro concurso da obra excederem o valor base estipulado.

“Estipulámos um preço, que a ser adjudicado seria o mais elevado em hospitais públicos, mas a verdade é que, mesmo assim, não houve concorrentes interessados pelo valor de 40 milhões [de euros]. O relatório do revisor do projeto sublinha que o preço foi fixado em plena pandemia e admite que o mercado tenha feito subir os preços, além de que a possibilidade de recebermos a falada ‘bazuca europeia’ pode ter levado as empresas nacionais de construção a rever e subir os preços”, considerou.

LUSA/HN

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