Mais de metade das empresas quer legislação sobre atrasos de pagamentos

7 de Maio 2021

Mais de metade das empresas portuguesas quer ver introduzida legislação que resolva o problema dos atrasos de pagamentos, enquanto 34% defendem a adoção de iniciativas voluntárias, segundo um estudo da Intrum esta sexta-feira  divulgado.

“[…] Mais de metade dos inquiridos portugueses (55%) revelou ter interesse na introdução de nova legislação, percentagem superior à média europeia”, apontou, em comunicado, a empresa de serviços de gestão e crédito.

Segundo o ‘European Payment Report’ (EPR) da Intrum, que analisou o impacto da pandemia de Covid-19 nos pagamentos das empresas europeias, 34% dos inquiridos portugueses defendem a adoção de iniciativas voluntárias das empresas para resolver este problema.

A nível europeu, perto de metade dos inquiridos (47%) gostaria de ver iniciativas voluntárias, um aumento de 15% face ao período homólogo, e 50% querem ver introduzida nova legislação, uma subida de 5% face a igual período do ano anterior.

Esta análise revelou ainda um aumento na adoção da diretiva de atrasos de pagamento da União Europeia, com 23% das empresas da Europa a afirmarem que a aplicam sempre, quando, no período homólogo, 71% dos entrevistados indicaram não conhecer esta diretiva.

“Neste cenário de mudanças, muitas empresas estão a lutar pela sobrevivência. Manter a liquidez e o ‘cashflow’, garantindo o pagamento pontual, tornou-se a sua salvação e, para algumas empresas, a pandemia pode resultar no fim da sua jornada”, considerou, no mesmo comunicado, o diretor-geral da Intrum Portugal, Luís Salvaterra.

Para este responsável, “constituir uma cultura de pagamentos sustentáveis exigirá uma mudança de comportamentos”, que já está a acontecer.

A pandemia de Covid-19 provocou, pelo menos, 3.258.595 mortos no mundo, resultantes de mais de 155,9 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal morreram 16.989 pessoas dos 838.852 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

Para a realização deste relatório, cuja pesquisa decorreu em 29 países europeus, entre 14 de fevereiro e 14 de maio de 2020, foram consideradas 9.980 empresas de 11 setores de atividade.

Em Portugal, 289 empresas participaram no inquérito.

LUSA/HN

0 Comments

Submit a Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMAS

FNAM alerta: Decreto-Lei das urgências regionais ameaça cuidados de proximidade

A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) denuncia que o Decreto-Lei recentemente publicado pelo governo de Montenegro, que trata da concentração das urgências regionais, representa um ataque aos cuidados de proximidade aos cidadãos e coloca em risco grávidas, recém-nascidos e utentes em todo o país.

Correia de Campos apela ao PS: votem em Gouveia e Melo

Num discurso inflamado em Oeiras, o antigo ministro socialista Correia de Campos apelou aos eleitores do PS para rejeitarem a disciplina partidária e votarem no candidato presidencial Henrique Gouveia e Melo

CPAS mantém regime obrigatório e afasta hipótese de adesão à Segurança Social

A Caixa de Previdência dos Advogados e Solicitadores não permitirá a transferência dos seus beneficiários para a Segurança Social. O presidente reeleito, Victor Alves Coelho, justificou que uma saída em massa poria em risco o pagamento das pensões atuais. Foram anunciadas novas medidas de flexibilidade contributiva

Cova da Beira reduz em 88% as cirurgias com espera superior a um ano

A Unidade Local de Saúde da Cova da Beira resolveu 96% das cirurgias pendentes do final de 2024 e reduziu em 88% o número de utentes que esperavam há mais de um ano por intervenção. A lista global de espera cirúrgica diminuiu 27% durante 2025, apesar do ingresso de mais de 2.300 novos casos.

MAIS LIDAS

Share This
Verified by MonsterInsights