Doenças relacionadas ao tabagismo matam mais de um milhão por ano na China

26 de Maio 2021

Mais de um milhão de pessoas morrem todos os anos na China de doenças relacionadas com o tabagismo, segundo um estudo publicado esta quarta-feira pela Comissão Nacional de Saúde do país e pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

A pesquisa, publicada na página do escritório da OMS na China, indicou que existem mais de 300 milhões de fumadores ativos no país asiático e que 26,6% das pessoas com mais de 15 anos fumam.

O estudo prevê que, a partir de 2030, dois milhões de pessoas vão morrer todos os anos na China devido ao consumo de tabaco e que esse número chegará a três milhões em 2050.

A OMS concentrou-se na “relação entre tabagismo e doenças respiratórias crónicas, tumores malignos, doenças cardiovasculares e diabetes”.

As doenças crónicas representam 88% de todas as mortes no país, apontou o estudo.

“O número total de fumadores que adoecerão ou morrerão na China devido ao fumo vai aumentar nos próximos anos, apesar das medidas tomadas a esse respeito a nível nacional”, disse o especialista Chen De, citado pelo jornal oficial Global Times.

Nos últimos anos, muitas cidades proibiram o fumo em ambientes fechados, aos quais mais campanhas de prevenção serão adicionadas no futuro, especialmente entre os jovens, apontou Chen.

O escritório da OMS observou que “para reduzir as taxas de tabagismo na China, são necessários esforços conjuntos do Governo e da sociedade para criar ambientes livres de fumo que incentivem os fumadores a parar”.

O estudo apontou ainda que “existem já muitas evidências de que os cigarros eletrónicos não são seguros”, pelo que o “seu consumo também representa um risco para a saúde”.

Em 2017, a cidade de Xangai promulgou uma lei que proíbe os seus habitantes de fumar em espaços públicos ou áreas de lazer, juntando-se assim à capital, Pequim, e Shenzhen, no sul.

No entanto, fumar ainda é considerado um ato social enraizado na cultura chinesa, e em muitas cidades chinesas ainda é comum ver residentes a acender cigarros em bares, restaurantes, escritórios e outras áreas fechadas.

LUSA/HN

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