Governo admite “equilíbrio difícil” entre previsibilidade e rapidez na decisão de medidas

A ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva, considerou esta quinta-feira que “há um equilíbrio difícil” entre a previsibilidade na evolução da pandemia e a necessidade de decidir medidas para a controlar “tão cedo quanto possível”.

Interpelada a propósito das críticas à gestão da pandemia e sobre a falta de tempo entre o anúncio de certas medidas e a preparação para aplicá-las, a governante argumentou que “há um equilíbrio difícil entre a previsibilidade que se procura garantir no combate à pandemia e a necessidade de tomar medidas tão cedo quanto possível”.

“Nunca escondemos que esse equilíbrio é difícil e temos procurado garantir a previsibilidade, por exemplo, com instrumentos como a matriz, que permite a cada concelho saber em que ponto da matriz se encontra e como é que pode antecipar a semana seguinte”, sustentou Mariana Vieira da Silva, em conferência de imprensa que decorreu depois da reunião de hoje do Conselho de Ministros, em Lisboa.

Contudo, a ministra reconheceu que houve “muitas vezes a necessidade de tomar medidas mais rápidas” em função da progressão da pandemia no país, mas que “o Governo procura fazê-lo apenas quando necessário”.

“Quando às medidas que aprovámos na semana passada [para a restauração e hotelaria], já tinham sido alvo de um debate com o setor, e, portanto, havia conversas em curso. Não foram medidas que o setor não conhecesse, tinha havido um diálogo preparatório das medidas. Exigem, evidentemente, um tempo de adaptação, mas quando é necessário tomar medidas rapidamente julgo que a obrigação do Governo é procurar tomá-las”, finalizou.

Portugal regista hoje mais 3.641 novos casos de infeção pelo vírus SARS-CoV-2, cinco mortes atribuídas à Covid-19 e um novo aumento de doentes internados com a doença, segundo os dados divulgados pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

Hoje estão internadas mais 40 pessoas, num total de 774, com mais três pessoas em unidades de cuidados intensivos, onde agora se encontram 174 doentes com Covid-19.

É o número mais alto de pessoas internadas desde 19 de março passado, quando estavam 789 doentes com Covid-19 em unidades hospitalares.

Na sequência da expansão da pandemia, provocada em grande parte pelo aumento da transmissão da variante Delta, o executivo decidiu na última semana pela obrigatoriedade de apresentar o certificado digital Covid-19 ou uma das três modalidades de testes para utilizar unidades hoteleiras e para comer no interior de restaurantes, a partir das 19h00 de sexta-feira e durante todo o fim de semana, nos concelhos mais afetados.

LUSA/HN

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