Governo diz que cerca de 150 mil menores foram vacinados no último fim de semana

23 de Agosto 2021

Cerca de 150 mil menores foram vacinados contra a Covid-19 no último fim de semana, revelou esta segunda-feira o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, que disse acompanhar o Presidente da República na continuação da utilização de máscaras.

“Cerca de 150 mil crianças foram vacinadas durante este fim de semana, esperando-se que no próximo continue a vacinação desta faixa etária e posteriormente através da casa aberta se possa continuar, para chegarmos entre as terceira e quarta semana [de setembro] com 85% de esquema vacinal completa”, destacou Lacerda Sales.

O governante, que falava aos jornalistas à margem da celebração do quarto aniversário da criação do Centro Hospitalar Universitário do Algarve (CHUA), elogiou as crianças que decidiram vacinar-se contra a Covid-19 e destacou os 72% da população já com as duas doses da vacina.

Segundo o governante, estas crianças deram a todos uma “grande lição de maturidade e muitas vezes foram as próprias a “convenceram os pais a serem vacinados”.

Questionado sobre a continuação do uso da máscara, o secretário de estado afirmou que “acompanha o Presidente da República” lembrando que é uma lei da Assembleia da República e caberá a esse órgão poder novamente alterá-la.

O governante aconselhou, no entanto, que, “para além da data” que for o quadro legal relativamente ao uso da máscara, “há sempre” decisões que são pessoais, de “bom senso e de equilíbrio”.

Para Lacerda Sales, cada um “equacionará” perante grandes aglomerados ou em espaços fechados “poder manter a máscara”, o que considerou não irá acontecerá “em espaços abertos ou espaços livres com muito pouca gente”.

“Acho que depois dessa data, isso ficará muito ao nível da decisão pessoa e livre de cada um”, conclui.

Quanto ao início das aulas e às regras a seguir pelos estabelecimentos de ensino, referiu que o Governo está neste momento a revisitar o referencial de escolas do ano passado e, justificando que estava já “muito integrado na consciência de toda a comunidade escolar“, disse que se pretende fazer “o mínimo de adaptações, mas será “ajustável a um novo tempo”.

Em dia de celebração no CHUA Lacerda Sales agradeceu a contribuição da instituição para o combate à pandemia de Covid-19 recebendo doentes de outras zonas do país, numa manifestação da importância deste serviço de assistência médica.

O secretário de estado aproveitou para anunciar que o CHUA vai apresentar uma candidatura a fundos europeus para adquirir um angiógrafo – aparelho que permite efetuar exames radiográficos aos vasos sanguíneo, cujo investimento deverá concretizar-se até ao final deste ano.

LUSA/HN

0 Comments

Submit a Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMAS

O relatório OCDE e o resto: o que os números da saúde não mostram

Praticamente toda a população portuguesa tem cobertura para um conjunto central de serviços de saúde, atingindo a universalidade. Contudo, apenas 58% dos cidadãos dizem estar satisfeitos com a disponibilidade de cuidados de qualidade, um valor que fica abaixo da média dos países mais desenvolvidos

Prevenção em Contraciclo: Os Dois Rostos da Qualidade da Saúde em Portugal

O relatório “Health in a Glance 2025” da OCDE revela um sistema de saúde português com contrastes. Enquanto a adesão ao rastreio do cancro da mama, com 55,5%, fica aquém da média da OCDE, a prescrição de antibióticos mantém-se elevada, sublinhando desafios antigos na prevenção de doenças e no uso prudente de medicamentos

Assimetrias Regionais em Saúde Desenham Dois Países Diferentes Dentro de Portugal

Um retrato detalhado do sistema de saúde português revela um país cindido por assimetrias regionais profundas. Enquanto o litoral concentra hospitais e especialistas, o interior enfrenta desertificação médica, acessos limitados e piores resultados de saúde, desde uma menor esperança de vida a uma maior mortalidade prematura. As políticas públicas existentes são apontadas como insuficientes para travar este fosso, que espelha desigualdades socioeconómicas

Disparidades de género na saúde: Homens morrem mais cedo, mulheres vivem mais anos doentes

Em Portugal, como no resto da OCDE, os homens vivem em média menos 5,8 anos do que as mulheres, mas o paradoxo de género revela-se nos detalhes: elas passam uma proporção significativamente maior da sua vida em pior estado de saúde. Esta dupla realidade, com os homens a morrerem mais cedo de causas externas e doenças cardiovasculares e as mulheres a carregarem um fardo pesado de doenças crónicas e incapacitantes, desafia os sistemas de saúde a desenvolverem respostas mais direcionadas

Saúde dos Profissionais de Saúde: O Elo Mais Fraco do Sistema em Portugal

O relatório da OCDE revela uma crise silenciosa a minar o SNS: o esgotamento extremo dos seus profissionais. Com 47% dos médicos e 52% dos enfermeiros com burnout, Portugal destaca-se negativamente na Europa. Este não é apenas um problema de bem-estar individual, mas uma ameaça direta à qualidade e segurança dos cuidados de saúde prestados à população

Relatórios internacionais alertam para dupla desigualdade na saúde: entre géneros e entre ricos e pobres

Portugal observa uma transformação subtil na forma como encara a população mais velha. Para lá dos números, ganham corpo iniciativas que procuram responder ao desafio do isolamento e da inatividade, envolvendo autarquias, instituições de solidariedade e os próprios idosos na construção de respostas que vão do exercício físico ao apoio comunitário. Um movimento que tenta, devagar, mudar uma cultura

MAIS LIDAS

Share This
Verified by MonsterInsights