Gouveia e Melo diz que é hora de regressar ao anonimato das suas funções

28 de Setembro 2021

O coordenador da ‘task force’, Gouveia e Melo, que terminou esta terça-feira a sua missão de planificação e gestão do processo de vacinação contra a Covid-19, disse que agora é o momento de regressar ao anonimato das suas funções militares.

À margem da sessão em que foi anunciado o fim da missão da equipa coordenadora do processo de vacinação, o vice-almirante Gouveia e Melo agradeceu, em jeito de balanço de oito meses de trabalho à frente deste processo, à população e a todas entidades e profissionais envolvidos no plano de vacinação.

“O balanço é agradecer à população portuguesa por ter contribuído para o processo de vacinação, agradecer aos profissionais de saúde, entre eles, os enfermeiros, mas todos os outros, os auxiliares, e a todo o Ministério da Saúde, com todos os seus organismos”, disse o vice-almirante aos jornalistas, na sede da ‘task force’, em Oeiras, distrito de Lisboa.

“Julgo que temos de estar todos contentes por termos em conjunto feito uma coisa que vai ficar na história e agora vou-me despedir e vou voltar ao anonimato das minhas funções militares que é como deve de ser. Muito obrigada por tudo”, declarou Henrique Gouveia e Melo.

Também presente na sessão, o ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, salientou no final, em declarações aos jornalistas, o contributo dado pelas Forças Armadas portuguesas no processo de vacinação.

“Foi um processo que envolveu desde logo todos os portugueses, mas também as estruturas do Ministério da Saúde, as estruturas de outras entidades e o contributo dado pelas Forças Armadas portuguesas que foi um contributo também fundamental nesse processo”, disse o governante.

Referindo-se ao vice-almirante Gouveia de Melo, o ministro afirmou que, “pessoalmente, teve um contributo da maior relevância” que resulta do seu “mérito pessoal”, mas também de “quatro décadas de formação militar” que carrega consigo e do apoio de um Estado-Maior, com cerca de três dezenas de militares que “ao pormenor acompanharam”.

Para João Gomes Cravinho, demonstrou-se com este processo que “as Forças Armadas portuguesas têm do melhor que há no país” em termos de planeamento, de logística e de capacidades de comando e controlo.

“É muito importante que os portugueses saibam isso”, disse, comentando: “Eu disse que é o melhor que há no país, mas na realidade se olhamos comparativamente para os números internacionais eu creio que podemos dizer do melhor que há no mundo”.

Sublinhou ainda que “os resultados do processo de vacinação” enchem todos de orgulho.

“É um trabalho que não cessa agora. É um trabalho que continuará”, disse o ministro, salientando que as Forças Armadas Portuguesas e o Ministério da Defesa Nacional continuarão a dar o seu contributo.

Contudo, disse, “chegamos agora ao final de uma etapa, ao final de um processo muito intenso”, reiterando, a sua “grande satisfação em relação ao contributo dado pelas Forças Armadas”.

A ‘task force’ do plano de vacinação contra a Covid-19 foi criada em novembro de 2020, cerca de um mês antes do arranque do plano de vacinação, tendo o vice-almirante Henrique Gouveia e Melo assumido a sua coordenação em 03 de fevereiro, na sequência da demissão de Francisco Ramos.

LUSA/HN

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