Rússia estabelece novo recorde de mortes e aproxima-se das 30 mil infeções diárias

9 de Outubro 2021

A Rússia registou este sábado um novo recorde de mortes provocadas pela Covid-19, com 968 mortes no último dia, o máximo desde o início da pandemia, informou o centro operacional de combate a esta doença infeciosa.

De acordo com a mesma fonte, em Moscovo morreram 70 doentes e em São Petersburgo 61.

Até hoje o país já registou 215.453 mortes por Covid-19, embora as estatísticas oficiais sobre o excesso de mortes habituais no mesmo período tenham triplicado esse número.

Na sexta-feira, a Rússia registou 29.362 novos casos, aproximando o país da barreira das 30 mil infeções diárias.

O maior registo de infeções diárias durante toda a pandemia ocorreu em 24 de dezembro de 2020, com 29.935 casos.

A capital russa continua a ser o principal foco da pandemia, com 6.001 nas últimas horas, 1.407 casos a mais que na sexta-feira, sendo também este número o maior em três meses.

A cidade de São Petersburgo é a segunda que regista mais casos, com 2.717 infeções nas últimas horas.

Este novo registo eleva para 7.746.718 o número de casos detetados naquele país desde o início da pandemia.

As autoridades atribuem o aumento dos casos principalmente à disseminação da variante Delta, mais contagiosa que as anteriores.

A Rússia não conseguiu reduzir os números de contágio e mortalidade desde a onda de junho, embora tenha tido uma breve trégua no final de agosto.

Paralelamente, permanece a relutância dos russos em se vacinarem, o que frustrou os planos do Governo de vacinar 60% da população russa até o final do ano.

Até agora, apenas 44,96 milhões de russos, ou 30,8% da população, receberam a orientação completa, de acordo com o portal Gogov.

O ministro da Saúde da Rússia, Mikhail Murashko, informou na segunda-feira que 1,8 milhão de russos foram vacinados com uma terceira dose de reforço.

O chefe da Saúde indicou que “apenas 2% dos vacinados adoecem”, razão pela qual a grande maioria dos pacientes internados em hospitais com covid-19 não haviam sido vacinados.

LUSA/HN

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