17/11/2021 | Covid 19, Nacional, Notícias

Marcelo defende reposição do uso de máscara na rua

O Presidente da República defendeu esta terça-feira que deve ser reposto o uso obrigatório de máscara na rua, mas remeteu a decisão sobre as medidas a adotar para conter a propagação Covid-19 para depois da reunião no Infarmed.

Em declarações aos jornalistas junto ao Teatro Municipal São Luiz, em Lisboa, questionado sobre as medidas a adotar face ao crescimento do número de casos e de mortes por Covid-19 em Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa considerou que se deve “esperar pela reunião do Infarmed” com especialistas, marcada para sexta-feira.

Questionado, depois, se entende que deve ser retomado o uso obrigatório de máscara na rua, o chefe de Estado respondeu: “Isso, claro, isso é evidente”.

Marcelo Rebelo de Sousa realçou que atualmente o número de casos de infeção pelo novo coronavírus, “1500, 1600, 1700”, e o número de mortes por Covid-19, “inferior a 20”, são inferiores aos de há um ano, quando se registavam “80 e tal mortes” e “cinco mil a seis mil” casos por dia.

“Portanto, vamos ponderar calmamente, serenamente. Temos uma vacinação que não tínhamos. E depois se atuará em conformidade”, afirmou.

Interrogado sobre as medidas que podem ser adotadas sem recurso ao estado de emergência, aconselhou: “Vamos esperar”.

O Presidente da República falava aos jornalistas antes de assistir ao concerto de abertura oficial das comemorações do centenário do nascimento do escritor José Saramago.

O primeiro-ministro, António Costa, convocou para sexta-feira, às 15:00, uma nova reunião de políticos com especialistas no auditório do Infarmed, em Lisboa, sobre a situação da covid-19 em Portugal. A anterior destas reuniões realizou-se há dois meses, em 16 de setembro.

Em Portugal, desde março de 2020, já morreram mais de 18 mil pessoas com covid-19 e foram contabilizados mais de um milhão e cem mil casos de infeção pelo novo coronavírus, de acordo com a Direção-Geral da Saúde (DGS).

Esta doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, uma cidade no centro da China.

LUSA/HN

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