“Muitos pensam que a pandemia acabou com as vacinas e que os vacinados não têm que tomar precauções”, lamentou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, na habitual videoconferência de imprensa sobre a evolução da pandemia da covid-19, advertindo que os sistemas de saúde europeus voltam a estar sob pressão.

Segundo a OMS, a Europa concentra dois terços das infeções por SARS-CoV-2 no mundo.

Tedros Adhanom Ghebreyesus reiterou que as vacinas contra a Covid-19 “salvam vidas”, ao prevenirem a doença grave e a morte, mas “não evitam por completo a transmissão” do vírus, em particular a variante Delta, a mais contagiosa de todas as variantes do SARS-CoV-2 e que domina no mundo, estando presente em 99% dos novos casos.

“Numa pessoa vacinada há menor risco de contrair formas graves da doença ou morrer, mas continua a existir o perigo de se infetar ou infetar outros”, insistiu, recordando a importância de se manter medidas de proteção, como o uso de máscaras, a distância física e a ventilação de espaços fechados.

A pandemia da Covid-19 provocou pelo menos 5.165.289 mortes em todo o mundo, entre mais de 258,29 milhões de infeções, segundo o mais recente balanço da agência noticiosa AFP.

Em Portugal, desde março de 2020, morreram 18.370 pessoas e foram contabilizados 1.130.370 casos de infeção, de acordo com dados atualizados da Direção-Geral da Saúde.

A Covid-19 é uma doença respiratória provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e que se disseminou rapidamente pelo mundo.

LUSA/HN

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