Segundo os dados enviados à agência Lusa pelo CHTV, em 2021 houve um total de 22.844 intervenções cirúrgicas, mais 40,8% do que em 2020, ano em que realizou 16.220, ou seja, mais 6.624 que no ano anterior.

Estas intervenções dividem-se por cirurgias com internamento e em ambulatório, onde o aumento foi maior, de 51,7%, ou seja, mais 4.831, chegando às 14.178 em 2021, quando em 2020 foram 9.347. Em internamento, 2021 registou 8.666, mais 1.793, que representam um acréscimo de 26,1% em relação 2020, ano em que o CHTV realizou 6.873 cirurgias.

Eduardo Melo lembrou que “2019 foi normal, 2020 foi totalmente disfuncional, em que toda a atividade parou, o ano do grande confinamento, e 2021 é um ano misto, em que temos muitos meses com atividades suspensa e outros meses numa tentativa de retoma”.

“Por isso, retomar, em 2021, uma atividade idêntica a 2019 já é notável para qualquer hospital. E fazer ainda mais – e nós fizemos um pouco mais – é muito relevante. Se compararmos 2019 com 2021, fizemos mais 600 intervenções cirúrgicas, ou seja, mais 2,7%”, comparou.

O diretor clínico lembrou, em declarações à agência Lusa, que “houve mais atividade em menos meses, por causa das paragens provocadas pela pandemia e o período de férias” e este aumento “só foi possível pelo esforço adicional” dos profissionais e do CHTV.

“Não teve a ver com o reforço de profissionais, porque o que existiu foi para a resposta covid e substituição de profissionais. Isto teve a ver com a maior rentabilização dos profissionais e recursos físicos que temos”, justificou.

Assim, continuou o diretor clínico, “de cada vez que houve um alívio na covid houve um esforço por parte de todos em aumentar a atividade e fazer muitas cirurgias para além do horário normal, em atividade adicional, ou seja, foram os mesmos profissionais a fazer mais”.

Este “esforço conjunto” também provocou uma “redução nas listas de espera para cirurgias, quer em número de doentes, quer em tempo médio de espera, que diminuiu em meses”, sublinhou.

“Houve uma melhoria notável, uma redução significativa. Acabámos o ano de 2020 com 10.225 doentes em lista de espera e em 2021 terminámos com 6.520 – em 2019 tínhamos fechado o ano com 11.013 pessoas à espera de cirurgia”, especificou.

O diretor clínico destacou ainda que, “no final de 2020, o tempo médio de espera por cirurgia era de 11,8 meses e, no fim de 2021, reduziu para 8,7 meses” em média, um número também inferior ao de “2020, com uma média de 8,9 meses” de tempo de espera.

Eduardo Melo disse esperar que “este esforço seja sustentável” em 2022, uma vez que o ano começa “com doentes em espera” e, no seu entender, “com a abertura dos cuidados primários vai haver outra vez mais necessidades de cirurgias e mais doentes em espera” e, por isso, “o esforço vai ter de se manter”.

LUSA/HN

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