O número de mortos registados hoje é o mais elevado dos últimos 10 meses, quando a 03 de março morreram 41 pessoas com covid-19.

As infeções diárias registam hoje, pelo terceiro dia consecutivo, mais de 40.000 casos, depois de na quarta-feira terem atingido 40.945, o máximo desde o início da pandemia, e na quinta-feira 40.134.

Segundo o relatório diário da situação epidemiológica divulgado pela DGS, estão agora 1.699 doentes internados em enfermaria, o mesmo número de quinta-feira, e nas Unidades de Cuidados Intensivos também se mantêm os 162 internados.

Os casos ativos continuam a aumentar e nas últimas 24 horas foram contabilizados mais 12.632, totalizando 299.597, e recuperaram da doença 27.424 pessoas, o que aumenta o total nacional de recuperados para 1.495.733.

Das 34 mortes, 13 ocorreram na região de Lisboa e Vale do Tejo, 12 no Norte, quatro na região Centro, três na Madeira, uma na Madeira e outra nos Açores.

A região Norte é hoje a que regista mais novos casos, com 15.914, seguindo-se Lisboa e Vale do Tejo (14.513), totalizando estas duas regiões 75% das novas infeções.

A região Centro regista 4.589 novas infeções nas últimas 24 horas, a Madeira 2.193, o Algarve 1.224, o Alentejo 1.207 e os Açores 450.

Em comparação com a situação registada em Portugal no mesmo dia há um ano, em que foram contabilizadas 10.698 novas infeções, o país tem hoje mais 29.392 novos casos.

Nesta comparação, o número de internamentos é significativamente inferior, uma vez que há um ano estavam internadas 4.368 pessoas, 614 das quais em cuidados intensivos, havendo também agora menos óbitos (no mesmo dia de 2021, o boletim da DGS contabilizava 148 mortes nas 24 horas anteriores).

Em relação ao dia anterior, as autoridades de saúde têm mais 7.600 contactos em vigilância, totalizando 251.832 pessoas.

Segundo os dados da DGS, 23 das 34 vítimas mortais tinham mais de 80 anos, sete estavam na faixa etária dos 70 aos 79 anos, duas entre os 60 e os 69 anos e outras duas enre os 50 e os 59.

O maior número de óbitos desde o início da pandemia concentra-se nos idosos com mais de 80 anos (12.454), seguindo-se as faixas etárias entre os 70 e os 79 anos (4.182) e entre os 60 e os 69 anos (1.769).

O maior número de novos casos diagnosticados situa-se no grupo etário entre os 40 e os 49 anos (7.620), seguido dos 30 aos 39 anos (6.656), dos 20 aos 29 anos (6.491), dos 50 e 59 anos (5.529), entre os 10 e 19 anos (5.207), até aos 09 anos (3.547), entre os 60 aos 69 anos (2.736), entre os 70 e 79 anos (1.429) e dos idosos com mais de 80 anos (878).

Desde o início da pandemia, em março de 2020, a região de Lisboa e Vale do Tejo registou 718.425 casos e 8.104 mortes.

Na região Norte registaram-se 662.718 infeções e 5.846 óbitos e a região Centro tem agora um total acumulado de 243.383 infeções e 3.396 mortes.

O Algarve totaliza 70.926 contágios e 603 óbitos e o Alentejo soma 60.866 casos e 1.098 mortos por covid-19.

A Região Autónoma da Madeira soma desde o início da pandemia 41.489 infeções e 135 mortes e o arquipélago dos Açores 16.760 casos e 55 óbitos.

As autoridades regionais dos Açores e da Madeira divulgam diariamente os seus dados, que podem não coincidir com a informação divulgada no boletim da DGS.

Em Portugal, desde março de 2020, morreram 19.237 pessoas, 10.123 eram homens e 9.114 mulheres.

Já foram contabilizados 1.814.567 casos de infeção, dos quais 851.995 homens e 960.615 mulheres, havendo 1.957 casos de sexo desconhecido, que se encontram sob investigação, uma vez que esta informação não é fornecida de forma automática.

A covid-19 provocou 5.519.380 mortes em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China.

Uma nova variante, a Ómicron, considerada preocupante e muito contagiosa pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foi detetada na África Austral, mas desde que as autoridades sanitárias sul-africanas deram o alerta, em novembro, foram notificadas infeções em pelo menos 110 países, sendo dominante em Portugal.

LUSA/HN

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