O Supremo, por outro lado, validou a obrigatoriedade da vacinação para funcionários de estruturas de saúde que beneficiem de verbas estatais.

A decisão surge no mesmo dia em que Joe Biden anunciou a distribuição gratuita de mil milhões de testes Covid-19 aos cidadãos norte-americanos, em conjunto com máscaras N95 (mais protetoras).

“Sei que estamos todos frustrados ao entrar neste novo ano”, à medida que os casos de infetados atingem novos níveis, indicou o presidente norte-americano, insistindo que continua a ser “pandemia de não vacinados”.

Biden anunciou ainda que, a partir da próxima semana, 1.000 médicos militares vão mobilizar-se em todo o país para ajudar os hospitais sobrecarregados, por forma a aliviar a escassez de profissionais de saúde devido à variante Ómicron.

Falando em conferência de imprensa na Casa Branca, o chefe de Estado dos EUA disse que seis equipas médicas militares adicionais vão ser enviadas para Michigan, Nova Jérsia, Novo México, Nova Iorque, Ohio e Rhode Island.

Muitas estruturas de saúde verificam vários funcionários em quarentena devido à Covid-19, numa altura em que aumentam os infetados nos Estados Unidos.

Tanto os vacinados como os não vacinados testam positivo ao vírus SARS-CoV-2, mas Joe Biden indicou números médicos, mostrando que as pessoas têm muito menos probabilidade de sofrer doenças graves se forem inoculadas.

“O que acontece depois disso [da vacinação] não poderia ser mais diferente”, sustentou.

Na terça-feira, a comissária interina da agência do medicamento norte-americana (FDA, na sigla em inglês), Janet Woodcock, disse ao Congresso que a variante Ómicron infetará “a maioria das pessoas” e que o foco deve ser voltar a garantir que os setores críticos continuem ininterruptos.

“Acho que é difícil processar o que está a acontecer agora, que é: a maioria das pessoas vai ter covid-19, certo? O que precisamos de fazer é garantir que os hospitais ainda funcionem – transporte e outros serviços essenciais não sejam interrompidos enquanto isso acontece”, observou.

Joe Biden disse que vai duplicar a aquisição de testes rápidos Covid-19 para serem entregues de forma gratuita aos norte-americanos, através de um ‘site’ na Internet, procurando responder às críticas sobre a escassez e as longas filas em centros de testagem.

O pedido inicial era de 500 milhões de testes, e agora a Casa Branca vai adquirir mil milhões de kits de testes para distribuir por todo o país.

O lote inicial de kits vai estar disponível a partir da próxima semana, disse Biden, quando o governo norte-americano lançar um novo ‘site’ na Internet, onde os cidadãos poderão pedir os testes gratuitos, que serão entregues nos próximos meses.

LUSA/HN

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