Guiné-Bissau pede a OMS que corrija “discrepância gritante” dos dados de vacinação

20 de Janeiro 2022

O Alto-Comissariado para a Covid-19 da Guiné-Bissau pediu esta quinta-feira à Organização Mundial da Saúde (OMS) que corrija os dados referentes à vacinação no país, considerando como uma “discrepância gritante” os números divulgados pela agência da ONU.

“No portal da OMS refere-se que a taxa de cobertura da vacinação contra a covid-19 no nosso país é de 1,2%, facto que nos causa grande estranheza pela discrepância gritante dos dados divulgados com a realidade”, refere, em comunicado, o Alto-Comissariado, estrutura que coordena o combate à pandemia na Guiné-Bissau.

“A atual taxa de cobertura da população alvo, constituída por maiores de 18 anos, que se encontra totalmente vacinada já atingiu 38%, enquanto a população alvo a que se administrou pelo menos uma dose está nos 57%”, pode ler-se no comunicado enviado à imprensa.

O Alto-Comissariado para a Covid-19 da Guiné-Bissau considera que o erro na publicação da OMS “desvirtua a realidade sobre a vacinação” no país e pode “gerar suspeições desnecessárias”.

“Solicita-se da parte da OMS a correção ou atualização dos dados constantes no seu portal como tem feito em relação aos demais dados sobre a situação da covid-19 no país”, salienta o Alto-Comissariado.

Aquela entidade sublinha também que a “OMS tem no país um consultor que trabalha com a equipa nacional na gestão dos dados de vacinação, mantendo-se uma comunicação diária entre a equipa nacional e o consultor” da agência das Nações Unidas.

A Guiné-Bissau, com cerca de dois milhões de habitantes, pretende vacinar até 638.147 pessoas com 18 anos ou mais em todo o território nacional para que seja atingido o objetivo de vacinar 70% da população.​​​​​​​

Na semana passada, o Alto-Comissariado corrigiu também afirmações do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC), que tem referido que a Guiné-Bissau se encontra a viver a quinta vaga da pandemia.

Em declarações ao Lusa, o secretário do organismo, o médico guineense Plácido Cardoso, disse que o país está a viver a quarta vaga da pandemia.

A primeira vaga ocorreu em 2020, a segunda e terceira vagas em 2021 e a quarta vaga teve início no final de 2021 e ainda não acabou, segundo os dados disponibilizados pelo Alto-Comissariado.

Desde o início da pandemia, a Guiné-Bissau registou um total de 7.140 casos de Covid-19 e 153 vítimas mortais.

LUSA/HN

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