Núcleo do Centro da Liga Contra o Cancro atribui 60 mil euros para investigação

27 de Janeiro 2022

O Núcleo Regional do Centro da Liga Portuguesa Contra o Cancro (NRCLPCC) anunciou esta quinta-feira a atribuição de 60 mil euros para seis bolsas para projetos de investigação científica na área da oncologia na região Centro.

Segundo o presidente do núcleo, Vítor Rodrigues, a partir deste ano as bolsas passam a financiar projetos de investigação e não pessoas individuais que trabalhavam em projetos.

Em conferência de imprensa, o dirigente salientou que, desde 2015 até à atualidade, o NRCLPCC apoiou 20 mil bolsas de investigação com um montante total de cerca de 250 mil euros, que resultaram em 21 trabalhos específicos.

“Ao longo destes anos temos subsidiado sobretudo pessoas que possam trabalhar em projetos, mas a evolução dos tempos mostra-nos que é talvez mais útil em algumas circunstâncias apoiar projetos”, frisou Vítor Rodrigues.

Para o presidente do NRCLPCC, “é importante mostrar que o donativo das pessoas vai para a investigação científica, já que a Liga Contra o Cancro funciona como uma indústria transformadora: recebe o dinheiro, transforma-o e devolve-o”.

Quatro das bolsas foram atribuídas ao Centro de Investigação em Meio Ambiente, Genética e Oncobiologia (CIMAGO), no âmbito de uma parceria estabelecida em 2015, para apoiar projetos de investigação em oncologia integrados na atividade de investigação daquele organismo da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra.

A bolsa Dr. Rocha Alves é atribuída a um projeto de relevantes na área da oncologia realizados em Portugal, desenvolvidos também por equipas de investigação sediadas na zona Centro.

Desde 2016, esta bolsa já foi atribuída por cinco vezes, num montante total de 65 mil euros, tendo sido publicados nove trabalhos de investigação.

Pela primeira vez, o NRCLPCC lança a bolsa de investigação em oncologia Dr. Dário Cruz, dirigida a equipas de investigação com possibilidade de desenvolverem, em Portugal, um projeto de investigação na área do cancro da mama, sediadas na região Centro do país.

“De qualquer maneira, isto não esgota o que tem sido e vai continuar a ser o apoio à investigação científica”, disse Vítor Rodrigues, referindo que, pontualmente, têm sido apoiados outras instituições em diferentes estudos.

O presidente do NRCLPCC adiantou que, nos últimos dois anos, as receitas baixaram bastante, tiveram mesmo um “rombo enorme, porque a atividade do rastreio do cancro da mama diminui durante algum tempo”.

“Nós recebemos de acordo com aquilo que fazemos, através da Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC)”, explicou Vítor Rodrigues, salientando que os depósitos a prazo daquele organismo serviram para solucionar o buraco” financeiro.

Apesar do ano atípico de 2021, em que a receita baixou para menos de metade, o NRCLPCC recebe normalmente, por ano, cerca de 1,1 milhão de euros, dedicando cerca de 10% para a investigação científica na região Centro.

LUSA/HN

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