Ministro da Saúde brasileiro admite que variante Ómicron colocou o país em alerta

7 de Fevereiro 2022

O ministro da Saúde do Brasil, Marcelo Queiroga, admitiu esta segunda-feira que o país está em alerta devido ao aumento dos casos e óbitos provocados pela variante Ómicron do coronavírus SARS-CoV-2, responsável pela pandemia de Covid-19.

“A situação é de alerta. Temos visto um aumento de casos na última semana e uma maior pressão sobre o sistema de saúde”, disse Queiroga a jornalistas.

Segundo dados oficiais, nos últimos sete dias o número de casos de infeção acumulados no país ultrapassou 1,2 milhões, elevando o total desde o início da pandemia, há dois anos, para mais de 26,5 milhões.

Na quinta-feira passada, um novo recorde diário de infeções foi alcançado no Brasil, que contabilizou 298.408 notificações de infeções em 24 horas.

Queiroga salientou que o número de mortes nos últimos dias “não tem sido proporcionalmente tão grande em relação ao número de casos”, embora o aumento tenha sido significativo.

No último sábado, o Brasil somou 1.308 mortes por coronavírus, número diário que não era observado desde 29 de julho do ano passado.

O Brasil é um dos países mais atingidos pela pandemia no mundo, juntamente com os Estados Unidos, e de acordo com a última contagem, até agora acumulou um total de 632.193 mortes por Covid-19.

A situação gerada pela estirpe Ómicron do coronavírus trouxe mais uma vez o sistema de saúde a níveis críticos com a taxa de ocupação de camas de terapia intensiva de hospitais em alguns estados do país, como o Distrito Federal, oscilando entre 95 % e 100% da capacidade nas últimas duas semanas.

A Covid-19 provocou pelo menos 5,723 milhões de mortes em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse, divulgado no sábado.

A doença é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China.

A variante Ómicron, que se dissemina e sofre mutações rapidamente, tornou-se dominante do mundo desde que foi detetada pela primeira vez, em novembro, na África do Sul.

LUSA/HN

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