Portugal envia 100 mil euros em medicamentos e material médico

4 de Março 2022

Portugal enviou esta quinta-feira material médico e medicamentos no valor de cerca de 100 mil euros de ajuda para a Ucrânia, através do Mecanismo Europeu de Proteção Civil, anunciou o Ministério da Saúde (MS).

“Esta remessa, enviada por transporte terrestre para um armazém na Polónia junto à fronteira com a Ucrânia, inclui 204 mil unidades de medicamentos de uso hospitalar e de ambulatório, entre os quais antibióticos, medicamentos para a dor, soros para hidratação, bem como 416 mil seringas e agulhas, entre outros produtos”, adianta o MS em comunicado.

O Governo refere também que este envio de material médico será o primeiro “de várias doações”.

Estas doações estão a ser preparadas “com o apoio e a colaboração das associações da área do medicamento e dos dispositivos médicos em conformidade com listagens de necessidades de bens e serviços expressos pela Comissão Europeia e pelas autoridades nacionais dos Estados-membros”.

“Além das doações que integram esta remessa, estão ainda em preparação envios adicionais de produtos provenientes de laboratórios farmacêuticos nacionais”, acrescenta.

O Mecanismo Europeu de Proteção Civil permitiu doar material para alojamento temporário de emergência, como roupa de cama, rações alimentares, utensílios de cozinha e kits de higiene.

“Portugal disponibilizou também 603 camas em unidades hospitalares do Serviço Nacional de Saúde (SNS) para doentes emergentes, cujo tratamento já não possa ser garantido nos hospitais da Ucrânia, das quais 495 camas de enfermaria e 108 camas em unidades de cuidados intensivos (adultos, pediátricas, neonatais e queimados)”, adianta o comunicado, acrescentando que “o número de camas poderá ser alargado, consoante as necessidades e a capacidade disponível”.

O Governo refere também que o INEM tem “em prontidão o seu módulo de emergência médica e profissionais […], caso venha a ser acionado através do Mecanismo Europeu de Proteção Civil”.

Num envio posterior serão disponibilizados “componentes sanguíneos e medicamentos derivados do plasma proveniente de dadores de sangue, concretamente: 500 unidades de plasma fresco congelado de quarentena, 2.000 unidades de plasma tratado por solvente detergente do grupo A e 10.000 unidades de albumina humana para politraumatizados e queimados”, adianta a nota do MS.

O mesmo documento acrescenta que “as doações de medicamentos e dispositivos médicos devem ser coordenadas por entidades oficiais, não só para responder às necessidades elencadas pelo país recetor, mas também para garantir o acondicionamento adequado, sem pôr em causa a qualidade e a segurança dos artigos”.

A Rússia lançou na madrugada de 24 de fevereiro uma ofensiva militar com três frentes na Ucrânia, com forças terrestres e bombardeamentos em várias cidades. As autoridades de Kiev contabilizaram, até ao momento, mais de 2.000 civis mortos, incluindo crianças, e, segundo a ONU, os ataques já provocaram mais de um milhão de refugiados na Polónia, Hungria, Moldova e Roménia, entre outros países.

O Presidente russo, Vladimir Putin, justificou a “operação militar especial” na Ucrânia com a necessidade de desmilitarizar o país vizinho, afirmando ser a única maneira de a Rússia se defender e garantindo que a ofensiva durará o tempo necessário.

O ataque foi condenado pela generalidade da comunidade internacional, e a União Europeia e os Estados Unidos, entre outros, responderam com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas para isolar ainda mais Moscovo.

LUSA/HN

0 Comments

Submit a Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMAS

Estudo Revela Lacunas no Reconhecimento e Combate à Obesidade em Portugal

A HealthNews esteve esta manhã na apresentação da 9.ª edição do estudo “Saúde que Conta 2025”, em Lisboa. O evento, moderado pelo jornalista João Moleiro da SIC, contou com a apresentação da investigadora Ana Rita Pedro e reuniu especialistas em painel para debater os alarmantes dados sobre obesidade, literacia em saúde e a urgência de mudar a narrativa em Portugal. Os resultados mostram que uma em cada sete pessoas com obesidade não reconhece a doença e que persiste um forte estigma social

Médicos em greve geral contra reforma laboral e colapso do SNS

A Federação Nacional dos Médicos junta-se ao protesto nacional de 11 de dezembro, acusando o governo de promover uma reforma que precariza o trabalho e agrava a degradação do Serviço Nacional de Saúde, com consequências diretas nos cuidados aos utentes

O lenhador, o aprendiz e o médico do trabalho

José Patrício: Médico Especialista em Medicina do Trabalho e em Medicina Nuclear, com formação e competência em Avaliação do Dano na Pessoa e Curso de Técnico de Segurança no Trabalho. Candidato pela Lista A ao Colégio de Medicina do Trabalho, encabeçada por Carlos Ochoa Leite. Conta com 20 anos de experiência clínica e 10 anos de atividade em Investigação e Desenvolvimento como Gestor Médico no Departamento de I&D da BIAL. É Diretor Clínico de serviços externos e internos de Medicina do Trabalho.

MAIS LIDAS

Share This
Verified by MonsterInsights