31/03/2022 | Lusa, Nacional, Notícias, Política

Costa dirige palavra de “gratidão” à equipa que cessa funções e “enfrentou tormenta”

António Costa iniciou na quarta-feira o seu discurso de posse como primeiro-ministro do XXIII Governo Constitucional dirigindo palavras de “profunda gratidão” à equipa que cessou funções e que “enfrentou a tormenta” da pandemia da Covid-19.

No Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa, após o discurso do chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, António Costa começou por recordar as palavras que proferiu em 26 de outubro de 2019, quando foi empossado pela segunda vez no cargo de primeiro-ministro.

“Este é um Governo para os bons e para os maus momentos. E quanto maior for a tormenta, maior será a nossa determinação em ultrapassá-la. Recordadas hoje, essas palavras parecem premonitórias do que iríamos ter de enfrentar com a terrível pandemia que dois meses depois começou a dominar o mundo e que também nos atingiu duramente”, observou.

Por isso, António Costa disse que as suas primeiras palavras teriam de ser “de reconhecimento e profunda gratidão à equipa que hoje cessa funções pela determinação com que enfrentou a tormenta: Assegurando capacidade de resposta ao Serviço Nacional de Saúde e sucesso na vacinação; e garantindo, através de uma mobilização excecional de medidas de apoio às empresas, ao emprego e aos rendimentos, que a economia tenha retomado o crescimento, que o investimento das empresas e o emprego estejam em máximos históricos, que a dívida pública já esteja de novo a reduzir e que o défice esteja abaixo dos três por cento”.

Ainda segundo o líder cessante, a equipa que cessou funções “bateu-se na União Europeia por um programa extraordinário de apoio ao investimento e a reformas essenciais para reforçar a dinâmica de recuperação, através da dupla transição climática e digital e respondendo às principais vulnerabilidades sociais, do potencial produtivo e do nosso território”.

“A tormenta não nos impediu de cumprir com distinção a presidência portuguesa do Conselho da União Europeia; de elaborar e negociar o próximo Portugal 2030; nem nos desviou dos grandes objetivos estratégicos a que nos propusemos”, defendeu.

Para o primeiro-ministro, estes últimos anos “não foram só de combate às crises” que o país teve de enfrentar.

“Foram também anos de reformas profundas que mudaram estruturalmente a nossa sociedade e a nossa economia”, advogou.

LUSA/HN

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