04/05/2022 | Mundo, Notícias

Pequim encerra parte do sistema de metro para combater propagação do vírus

A cidade de Pequim encerrou hoje cerca de 10% das estações do seu vasto sistema de metropolitano, como medida adicional contra a propagação do novo coronavírus.

As autoridades do metro da cidade anunciaram numa breve mensagem o encerramento de 40 estações, quase todas no centro da cidade, como parte das medidas de controlo da epidemia.

Não foi avançada uma data para retomar o serviço.

Pequim está em alerta máximo face a um surto de covid-19 que provocou algumas dezenas de infetados. A China mantém uma política de tolerância zero à doença.

Restaurantes e bares podem apenas fazer entregas ao domicílio; os ginásios foram encerrados e as aulas presenciais suspensas indefinidamente.

Os principais pontos turísticos da cidade, incluindo a Cidade Proibida e o Zoológico de Pequim, encerraram os espaços fechados e estão a operar apenas com capacidade parcial.

Os bairros onde foram detetados casos estão isolados. As pessoas que residem em áreas “controladas”, incluindo 12 áreas consideradas de alto risco e outras 35 consideradas de médio risco, foram instruídas a permanecer dentro dos limites da cidade.

Os moradores de Pequim são obrigados a realizar três testes por semana, enquanto as autoridades procuram detetar e isolar casos positivos, sem impor um bloqueio geral.

Um resultado de teste negativo obtido nas 48 horas anteriores é necessário para entrar na maioria dos espaços públicos.

Na quarta-feira, Pequim registou 51 novos casos, cinco deles assintomáticos.

O encerramento das estações de metro deve ter relativamente pouco impacto na vida da cidade, numa altura em que a China celebra as férias do Dia dos Trabalhadores.

Parte da população está já a trabalhar a partir de casa.

Todos os negócios foram encerrados, exceto supermercados e lojas de fruta e vegetais.

As pessoas evitam áreas classificadas como sendo de alto risco para reduzir a possibilidade da sua presença ser registada nas aplicações de rastreamento, instaladas em praticamente todos os telemóveis, e que cria possíveis problemas para acesso futuro a áreas públicas.

LUSA/HN

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