Movimento reforça que perdas de urina, gases e fezes não são normais

O Movimento pela Continência e Disfunção Pélvica lançou uma campanha que alerta para o facto de as perdas de urina, gases e fezes não serem normais. A iniciativa tem como objetivo quebrar o estigma e tabus associados à incontinência e disfunção do pavimento pélvico.

A propósito da Semana Mundial da Continência, que este ano se assinala entre os dias 20 e 26 de junho, o Movimento pela Continência e Disfunção Pélvica lançou uma campanha sob o mote #ToiletTalkNow. A iniciativa visa promover o debate público sobre a incontinência e a disfunção do pavimento pélvico.

Citada em comunicado, Joana Oliveira, presidente do Movimento pela Continência e Disfunção Pélvica, destaca que “estas patologias têm consequências absolutamente devastadoras para a vida dos afetados. Aliado a isto está ainda o facto de muitas das vezes estes não pedirem ajuda por vergonha”.

A responsável frisa que “estes são problemas que têm cura, mas é crucial procurar ajuda o mais precocemente possível de forma a ser adotado o tratamento mais adequado”.

Em todo o mundo, mais de 400 milhões de pessoas são afetadas por algum tipo de incontinência, sendo que as perturbações urinárias são as mais frequentes.

“Ainda que menos falada, sendo talvez a patologia mais envolta em tabus deste leque, a incontinência fecal, emissão involuntária de gases ou fezes devido a incapacidade do esfíncter anal, é mais comum do que aquilo que se pensa. Apesar de não existirem dados concretos sobre a sua incidência, estima-se que afete até 10% da população adulta”, acrescenta Joana Oliveira.

Criar visibilidade para os problemas associados à imcontinência e disfunção do pavimento pélvico, encorajando o debate público e aberto e a quebra de estigma e tabus associados a estas doenças são assim os principais objetivos do Movimento pela Continência e Disfunção Pélvica.

PR/HN/Vaishaly Camões

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