Liga lamenta que bombeiros paguem portagens para transporte de operacionais

26 de Julho 2022

A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) lamentou esta terça-feira que as viaturas de transporte de doentes não urgentes, utilizadas nas últimas semanas para transporte de bombeiros para os maiores incêndios, tivessem pago portagens.

Numa nota enviada à Lusa, a LBP dá conta de “uma situação absurda vivida pelos bombeiros nas últimas semanas”, em que têm de “pagar portagens para ir apagar fogos”.

Segundo a LBP, as corporações de bombeiros servem-se dos veículos dedicados ao transporte de doentes não urgentes para fazer a rendição dos bombeiros para os locais dos maiores incêndios, mas “têm de pagar as portagens nas autoestradas já que essas viaturas não beneficiam de portagens gratuitas”.

A Liga lamenta que as associações não são ressarcidas desta despesa, considerando que “é mais um custo que têm que suportar e que podia ser evitado”.

“A utilização dos veículos dedicados ao transporte de doentes para esse efeito foi um dos muitos argumentos apresentados pela LBP à Brisa e ao secretário de Estado das Infraestruturas para o direito a portagens gratuitas. Esses argumentos infelizmente não tiveram até agora ganho de causa”, precisa a Liga.

A LBP explica que os veículos dedicados ao transporte de doentes não urgentes têm como função principal “o transporte de doentes para tratamentos, consultas e outros atos, mas também são um recurso importante para a evacuação de populações em risco e, neste caso, para transportar bombeiros para os vários teatros de operações”.

LUSA/HN

0 Comments

Submit a Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMAS

Joana Bordalo e Sá (FNAM): “Não há eficiência possível num serviço cronicamente asfixiado”

Em entrevista exclusiva ao Healthnews, Joana Bordalo e Sá, Presidente da Federação Nacional dos Médicos (FNAM), traça um retrato severo do estado do Serviço Nacional de Saúde. A líder sindical acusa o governo de Luís Montenegro de negar a realidade de um “subfinanciamento estrutural” e de uma “má governação” que asfixiam o SNS. Garante que a FNAM não abdicará da luta, integrando a Greve Geral de 11 de dezembro, e exige um pacto fundamental que garanta um serviço público, universal e com condições para os profissionais

MAIS LIDAS

Share This
Verified by MonsterInsights