SPLS propõe novas medidas para “melhorar” estratégia nacional da luta contra o cancro

Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde (SPLS) afirmou esta quinta-feira que o documento da Estratégia Nacional da Luta Contra o Cancro 2021-2030 não está completo, alertando que é preciso “ir mais longe” e contemplar o acompanhamento psicológico para vítimas e o cuidadores.

De acordo com a SPLS, o documento lançado pela Direção-Geral da Saúde (DGS) este verão deveria contemplar apoios para saúde mental e promover investigação.

Para esta equipa de especialistas, “não existe ou é omitido o apoio imprescindível aos afetados na área da saúde mental, assim como o apoio para lidar com as perdas, desesperança e luto, apesar da referência à constituição de equipas multidisciplinares”. Neste sentido, a SPLS defende que devem ser criados mecanismos de acompanhamento psicológico para a vítima, mas também para o cuidador, “muitas vezes esquecido pelas entidades de saúde.”

A Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde alerta igualmente para a necessidade de estudar e investigar ainda mais as doenças oncológicas, aconselhando a DGS a canalizar mais recursos para os investigadores e academias. “O cancro é uma doença que está sob investigação permanentemente”, destaca.

Para melhorar a eficácia da Estratégia Nacional da Luta Contra o Cancro 2021-2030, o grupo acredita também que os objetivos acordados deveriam ser monitorizados e avaliados por entidades externas à DGS. Para a SPLS, torna-se “evidente” a necessidade de criar equipas de trabalho especializadas para acompanhar os processos implementados nesta área.

As medidas propostas pela sociedade já foram submetidas à DGS para apreciação.

PR/HN/Vaishaly Camões

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