Banco Mundial aprova mais 18 milhões contra doenças na África Ocidental

O Banco Mundial anunciou hoje a aprovação de mais 18 milhões de dólares em financiamento para fortalecer a vigilância e preparação para epidemias na África Ocidental, que se juntam aos 657 milhões do programa REDISSE.

“O Grupo Banco Mundial aprovou esta semana um total de 18 milhões de dólares [17 milhões de euros] em dois financiamentos adicionais da Associação para o Desenvolvimento Internacional (IDA) para reforçar os sistemas de saúde e apoiar a vigilância epidémica efetiva na África Ocidental”, lê-se num comunicado hoje distribuído em Washington, no qual se acrescenta que “estes dois financiamentos adicionais vão apoiar a implementação do programa ‘Disease Surveillance Systems Enhancement’ (REDISSE) no Benim, com 6 milhões, no Senegal, com 7 milhões, e na filial da África Ocidental da Organização Mundial da Saúde (OMS), com 5 milhões”.

O REDISSE é um programa multissetorial regional que envolve 16 países da África Ocidental, entre os quais estão os lusófonos Angola e Guiné-Bissau, e tem como objetivo o fortalecimento das capacidades regionais para lidar com ameaças de saúde, nomeadamente os surtos de doenças que podem evoluir para epidemias.

“O programa REDISSE foi aprovado em quatro fases em 2016, 2017, 2018 e 2019, com um financiamento total do Banco Mundial de 657 milhões de dólares, a que se juntam os dois novos financiamentos adicionais, perfazendo um total de 688,13 milhões de dólares”, cerca de 652 milhões de euros, aponta-se no comunicado.

“A existência do programa REISSE nos países antes da covid-19 permitiu o uso de uma plataforma que já estava estabelecido e um financiamento para implementar rapidamente a resposta de emergência à pandemia, graças à flexibilidade do programa”, comentou a diretora regional de Integração do Banco Mundial para a África subsaariana, Boutheina Guermazi.

Estes dois novos financiamentos, concluiu, vão ajudar o Benim, Senegal e a OMS da África Ocidental a completarem as atividades inicialmente previstas para melhorar a vigilância e os sistemas de informação, fortalecer os sistemas de laboratório e construir capacitação para fomentar a colaboração entre os países e a coordenação da vigilância de saúde e a preparação para as epidemias na África Ocidental”.

LUSA/HN

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