Doze instituições nacionais juntam-se para criar rede de museus para a inclusão na demência

A rede nacional de museus para a inclusão na demência visa desenvolver e partilhar boas práticas, capacitar as equipas das instituições culturais e consciencializar a comunidade, e é constituída por 12 instituições.

Portugal é um dos quatro países da OCDE com maior prevalência de demência. Atualmente, registam-se cerca de 200.000 casos de pessoas com demência, sendo que, de acordo com projeções da Alzheimer Europe, poderão ser cerca de 350.000 em 2050.

“A nível nacional, são escassas as ofertas dos museus concebidas especificamente para as Pessoas com Demência e seus Cuidadores, salientando-se a ação pioneira do programa EU no musEU, criado em 2011 pelo Museu Nacional de Machado de Castro, em parceria com a Alzheimer Portugal”, pode ler-se no comunicado enviado aos jornalistas.

“Neste sentido, entendeu-se ser fundamental criar uma rede nacional de museus para a inclusão na demência, no sentido de desenvolver e partilhar boas práticas, capacitar as equipas das instituições culturais e consciencializar a comunidade para o tema das demências, cada vez mais relevante do ponto de vista social e da saúde pública.”

São doze as entidades que constituem os membros fundadores da rede informal – Museus para a Inclusão na Demência (MID): Acesso Cultura, Alzheimer Portugal, Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, Jardim Botânico da Universidade de Coimbra, MAAT – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia, Museu Calouste Gulbenkian, Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, Museu de Lisboa – EGEAC (Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural), Museu Municipal de Pombal, Museu Nacional Grão Vasco – DGPC (Direção-Geral do Património Cultural), Museu Nacional de Machado de Castro – DGPC e Museu Tesouro da Misericórdia de Viseu – SCMV (Santa Casa da Misericórdia de Viseu).

Esta rede tem como objetivos gerais: “contribuir para aumentar a autonomia, o bem-estar, a dignidade, a participação social e cultural, assim como a qualidade de vida das Pessoas com Demência e dos seus Cuidadores; consciencializar as equipas das instituições culturais para a necessidade de criar respostas específicas para as Pessoas com Demência e seus Cuidadores e capacitar as equipas como verdadeiros agentes de mudança, tendo em vista contribuir para uma sociedade mais inclusiva, diminuindo o estigma associado à demência”.

PR/HN/RA

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