Centro de competências para envelhecimento vai dar formação a cuidadores

23 de Abril 2023

 O Plano de Ação para o Envelhecimento Ativo e Saudável vai ter um centro de competências dedicado ao envelhecimento que, em parceria com o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), vai dar formação a quem cuide de idosos.

Em entrevista à agência Lusa, o coordenador do Plano de Ação para o Envelhecimento Ativo e Saudável, que iniciou funções em 01 de abril, adiantou que este centro de competências, focado no envelhecimento saudável e ativo, estará a funcionar “em breve”.

“É um centro que vai formar e capacitar cuidadores de idosos”, adiantou Nuno Silva Marques, segundo a qual estarão incluídos trabalhadores de instituições, mas também cuidadores informais.

Na quarta-feira, a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social (MTSSS), Ana Mendes Godinho, adiantou que este centro de competências “iniciará a sua atividade ainda neste semestre”.

“Permitirá ter, pela primeira vez, um centro de competências dedicado à investigação, ao desenvolvimento e à inovação em termos de respostas para o envelhecimento e também na própria capacitação de cuidadores em função das novas necessidades, também de resposta às múltiplas e características e evolução das necessidades das pessoas”, disse, na altura, a ministra.

Nuno Silva Marques defendeu que, com o centro de competências, será mais fácil e rápido prevenir o impacto do envelhecimento nas próximas décadas.

“Nas próximas duas décadas nós vamos ter o maior impacto em termos da nossa pirâmide etária, em termos demográficos, numa redução da população ativa e no aumento da população acima de 65 anos”, referiu.

Alertou que a condição em que hoje em dia as pessoas entre os 65 e os 75 anos chegam à velhice não é a mesma de há 20 anos.

“Ainda estão muito ativas, ainda dão um contributo enorme à sociedade (…) e, portanto, não podem ser minimamente desvalorizadas”, defendeu.

O plano nacional para o envelhecimento ativo vai ter soluções adaptadas quase à realidade de cada um, seja com habitação colaborativa ou obras nas residências para que os mais velhos possam escolher onde preferem viver até mais tarde.

Segundo o responsável, é expectável que o plano nacional para o envelhecimento ativo seja apresentado até ao final do primeiro semestre, ou seja, até ao final do mês de junho, devendo entrar em vigor, com as medidas no terreno, a partir do segundo semestre.

LUSA/HN

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