“Constrangimentos” na Urgência Geral de cirurgia e medicina do Hospital de Santarém

1 de Outubro 2023

O Hospital Distrital de Santarém (HDS) encontra-se hoje a funcionar “com constrangimentos” nos serviços de Urgência Geral, nas especialidades de cirurgia e medicina, disse à Lusa fonte hospitalar, que alertou para a ocorrência de “elevados tempos de espera”.

Fonte do Hospital Distrital de Santarém explicou ter sido afixado um cartaz na unidade hospitalar dando conta dos constrangimentos previstos para hoje, que se devem à “falta de recursos médicos das especialidades de cirurgia geral e medicina interna”.

Por esse facto, podem “ocorrer elevados tempos de espera para observação por estas especialidades”, pode ler-se no cartaz afixado a que a Lusa teve acesso.

A unidade hospitalar pede aos utentes que façam o contacto prévio com a Linha SNS 24 (808 24 24 24), salientando que a mesma disponibiliza aconselhamento e encaminhamento em situação de doença.

O HDS lamenta na informação “os transtornos causados” aos utentes com a situação.

No sábado, o HDS avançou a suspensão, a partir de segunda-feira, de cirurgias adicionais por parte de vários médicos da especialidade que recusam fazer mais do que as 150 horas extraordinárias previstas por lei.

Em comunicado, o conselho de administração do Hospital de Santarém justificou a medida com o pedido “realizado por vários médicos especialistas e internos de especialidade” que manifestaram a sua “indisponibilidade para prestarem todo e qualquer trabalho suplementar para além do limite máximo de 150 horas”.

Face a esta recusa, “fica suspensa a atividade adicional Cirúrgica a realizar pelos elementos que manifestaram esta indisponibilidade, a partir do dia 02 de outubro e enquanto esta se mantiver”.

O hospital ressalva, no comunicado, a exceção às cirurgias que à data já se encontrem agendadas, podendo “os tempos operatórios ser distribuídos por outras especialidades, consoante a lista de espera”.

O Hospital Distrital de Santarém, EPE (HDS) assegura a prestação de cuidados de saúde a uma população residente de cerca de 184,6 mil habitantes distribuídos pelos concelhos de Almeirim, Alpiarça, Cartaxo, Chamusca, Coruche, Golegã, Salvaterra de Magos, Santarém e Rio Maior numa área de 3.500 quilómetros quadrados (km) quadrados.

Além da sua área de influência, também presta cuidados a populações de outros concelhos do distrito (Abrantes, Alcanena, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Mação, Ourém, Sardoal, Sertã, Tomar, Torres Novas, Vila de Rei, Vila Nova da Barquinha, Gavião), num total de cerca de 233 mil habitantes, em especialidades como a Cirurgia Vascular, Dermatologia, Infeciologia, Psiquiatria e Radioterapia Oncológica.

0 Comments

Submit a Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMAS

Fábio Simões: Médico Interno de Saúde Pública | Unidade Local de Saúde Amadora/Sintra; Celene Neves: Médica Assistente Graduada de Saúde Pública | Unidade Local de Saúde Amadora/Sintra

11,6% dos homens em Portugal são vítimas de violência no namoro

A Agilcare, em parceria com a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), acaba de lançar uma campanha de sensibilização intitulada “O Amor Não Magoa”, dirigida à violência no namoro. A iniciativa, que decorre durante fevereiro, pretende desmontar a ideia de que atos de agressão isolados ou envoltos em promessas de mudança não configuram ciclos de abuso. Dados da APAV indicam que 87,7% das vítimas reportadas são mulheres, com maior incidência entre os 20 e os 40 anos. A resposta da campanha passa também pela disponibilização de apoio psicológico

Maioria das chamadas para o 112 não corresponde a situações de emergência

O serviço de emergência 112 recebeu em 2025 mais de 5,4 milhões de chamadas, mas apenas uma em cada três correspondeu a uma situação efetiva de emergência, revelam os dados hoje divulgados pela Polícia de Segurança Pública, a propósito do Dia Europeu do 112, que se assinala esta terça-feira.

Ganhos na saúde cardiovascular não chegam de forma igual a todas as regiões

Portugal regista avanços significativos na redução da mortalidade e na melhoria do tratamento das doenças cérebro e cardiovasculares ao longo da última década, mas a persistência de desigualdades regionais no acesso a cuidados especializados e nos resultados clínicos continua a ser um desafio crítico, sobretudo nas regiões do Alentejo, Algarve e Açores.

MAIS LIDAS

Share This
Verified by MonsterInsights