Deputados do PS juntam-se a manifestações pelo hospital de Chaves

25 de Outubro 2023

Os deputados do PS eleitos pelo distrito de Vila Real vão questionar o ministro da Saúde sobre o risco iminente de encerramento de serviços no hospital de Chaves, solidarizando-se com todas as manifestações democráticas que se realizem.

“Em face do risco iminente de encerramento dos serviços de urgência pediátrica e de urgência médico-cirúrgica, bem como do serviço de internamento de ortopedia da unidade hospitalar de Chaves, os deputados expressam a sua preocupação com a degradação dos serviços de saúde prestados nesta unidade hospitalar motivados pela notória falta de recursos médicos, razão pela qual irão questionar o ministro da Saúde, solidarizando-se com todas as manifestações democráticas que se venham a realizar”, salientaram, em comunicado, Fátima Correia Pinto, Agostinho Santa e Susana Barroso.

As perspetivas de um novembro crítico no hospital de Chaves levaram a Comunidade Intermunicipal do Alto Tâmega e Barroso (CIMAT) a convocar uma vigília de protesto para sábado, junto à unidade que está inserida no Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro (CHTMAD).

A tomada de decisão da CIMAT resultou do “elevado risco de encerramento, a partir do próximo dia 01 de novembro, do serviço de urgência pediátrica e da urgência médico-cirúrgica no seu conjunto, bem como do serviço de internamento de ortopedia da unidade hospitalar de Chaves”.

A comunidade intermunicipal, que agrega os municípios de Boticas, Chaves, Montalegre, Ribeira de Pena, Valpaços e Vila Pouca de Aguiar, apelou, em comunicado, “à mobilização de toda a comunidade na defesa do direito constitucionalmente consagrado, o direito à proteção da saúde”.

Hoje, também em comunicado, os deputados socialistas eleitos por Vila Real manifestaram “adesão e apoio à posição assumida pelos autarcas da CIM do Alto Tâmega e Barroso relativamente ao estado atual de respostas de saúde existentes no território”.

Os parlamentares mostraram-se, igualmente, apreensivos relativamente à opção pela criação da Unidade de Saúde Local (ULS) de Trás-os-Montes e Alto Douro devido ao “elevado risco de excessiva centralização assistencial e de menorização dos cuidados de saúde primários que esta solução representa”.

Na reforma da saúde anunciada no início de setembro pelo diretor-executivo do Serviço Nacional de Saúde (SNS), está incluída a criação da ULS de Trás-os-Montes e Alto Douro, que agregará o CHTMAD com os Agrupamento de Centros de Saúde do Alto Tâmega e do Barroso, do Douro I – Marão e Douro Norte e do Douro II – Douro Sul.

Em alternativa, os deputados demonstraram apoio à criação da ULS do Alto Tâmega e Barroso.

Relativamente ao hospital, já na segunda-feira o presidente da Câmara de Chaves, o socialista Nuno Vaz, alertou para um mês de novembro crítico devido à indisponibilidade dos médicos para realizar mais horas extraordinárias além das 150 previstas na lei.

O autarca disse temer uma perda significativa da capacidade de resposta daquela unidade hospitalar que serve os concelhos de Chaves, Boticas, Montalegre e Valpaços, e avisou para os “congestionamentos” decorrentes da concentração de serviços em Vila Real.

Na terça-feira, o presidente do PSD, Luís Montenegro, revelou inquietações e dúvidas relativamente ao acesso à saúde após uma visita ao hospital de Chaves, no âmbito do programa “Sentir Portugal”, cujas iniciativas previstas para hoje foram adiadas devido a uma audiência com Marcelo Rebelo de Sousa sobre o SNS, que foi agendada depois de um pedido urgente de Luís Montenegro.

Este pedido de audiência esteve relacionado com o aviso do diretor-executivo do SNS que na terça-feira, em entrevista ao jornal Público, disse que se os médicos não chegarem a acordo com o Governo, novembro poderá ser o pior mês dos últimos 44 anos no SNS.

NR(HN/Lusa

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