Quarta-feira, 10 de Dezembro de 2025

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Vigília de protesto no sábado por fecho de serviços no hospital de Chaves

25 de Outubro 2023

A Comunidade Intermunicipal do Alto Tâmega e Barroso (CIMAT) convocou uma vigília de protesto para sábado, em Chaves, contra o previsível encerramento de serviços durante o mês de novembro no hospital.

A tomada de decisão da CIMAT resulta do “elevado risco de encerramento, a partir do próximo dia 01 de novembro, do serviço de urgência pediátrica e da urgência médico-cirúrgica no seu conjunto, bem como do serviço de internamento de ortopedia da unidade hospitalar de Chaves”, que está inserida no Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro (CHTMAD)

A comunidade intermunicipal, que agrega os municípios de Boticas, Chaves, Montalegre, Ribeira de Pena, Valpaços e Vila Pouca de Aguiar, apelou, em comunicado, “à mobilização de toda a comunidade na defesa do direito constitucionalmente consagrado, o direito à proteção da saúde”.

A CIMAT, que esteve reunida hoje, decidiu ainda solicitar audiências de urgência com o ministro da Saúde e o diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Já na segunda-feira, o presidente da Câmara de Chaves, o socialista Nuno Vaz, alertou para um mês de novembro crítico no hospital daquela cidade devido à indisponibilidade dos médicos para realizar mais horas extraordinárias além das 150 previstas na lei, podendo vir a ser afetados os serviços de urgência pediátrica, internamento e urgência de ortopedia e urgência médico-cirúrgica.

O autarca teme uma perda significativa da capacidade de resposta daquela unidade hospitalar que serve os concelhos de Chaves, Boticas, Montalegre e Valpaços, e avisou para os “constrangimentos e congestionamentos” decorrentes da concentração de serviços na sede social do CHTMAD, em Vila Real.

Já hoje, o diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde avisou, em entrevista ao jornal Público, que se os médicos não chegarem a acordo com o Governo, novembro poderá ser o pior mês dos últimos 44 anos no SNS.

Fernando Araújo considerou que os médicos têm de reclamar direitos, “mas de uma forma que seja eticamente irrepreensível”.

LUSA/HN

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