Ordem dos Psicólogos recebeu 207 denúncias de usurpação de título desde 2021

7 de Abril 2024

A Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP) recebeu 207 denúncias de usurpação de título desde 2021 e, durante os primeiros três meses deste ano, deram entrada 25 queixas, foi hoje anunciado.

A OPP “alerta para o perigo de quem se faz passar por psicólogo sem o ser”, no âmbito do Dia Mundial da Saúde que hoje se comemora.

“É fundamental que se saiba se se está a consultar um profissional que trabalha com base na evidência científica, como os psicólogos. Essa distinção é importante nas mais variadas áreas em que intervém a psicologia”, defendeu o bastonário da OPP, Francisco Miranda Rodrigues, citado num comunicado.

Para ajudar a confirmar se há ou não usurpação de funções, a OPP disponibiliza no seu ‘site’ na Internet um diretório de psicólogos (https://www.ordemdospsicologos.pt/pt/membros).

“A prática da psicologia e a prestação de serviços psicológicos por profissionais não qualificados colocam uma ameaça à saúde pública e ao bem-estar dos cidadãos. Em Portugal, a prática da Psicologia exige a inscrição na OPP”, lembrou.

Caso quem procure por um psicólogo e não encontre o nome ou suspeite de algo, a OPP solicita que qualquer dúvida deve ser comunicada para o endereço de ‘mail’ info@ordemdospsicologos.pt, pedindo esclarecimentos à pessoa visada na denúncia.

“Não sendo esses esclarecimentos suficientes e havendo evidência bastante, é apresentada uma denúncia ao Ministério Público e envia para entidade fiscalizadora da legalidade dos estabelecimentos prestadores de cuidados de saúde”, sublinha.

LUSA/HN

0 Comments

Submit a Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMAS

Joana Bordalo e Sá (FNAM): “Não há eficiência possível num serviço cronicamente asfixiado”

Em entrevista exclusiva ao Healthnews, Joana Bordalo e Sá, Presidente da Federação Nacional dos Médicos (FNAM), traça um retrato severo do estado do Serviço Nacional de Saúde. A líder sindical acusa o governo de Luís Montenegro de negar a realidade de um “subfinanciamento estrutural” e de uma “má governação” que asfixiam o SNS. Garante que a FNAM não abdicará da luta, integrando a Greve Geral de 11 de dezembro, e exige um pacto fundamental que garanta um serviço público, universal e com condições para os profissionais

MAIS LIDAS

Share This
Verified by MonsterInsights