Prémio Princesa das Astúrias para descobertas científicas sobre diabetes e obesidade

5 de Junho 2024

Cinco cientistas de várias nacionalidades que contribuíram para avançar em tratamentos da diabetes e da obesidade venceram o Prémio Princesa das Astúrias da Investigação Científica 2024, anunciou hoje o júri.

Os cientistas distinguidos são Daniel J. Drucker (médico, Canadá), Jeffrey M. Friedman (biólogo molecular, Estados Unidos), Joel F. Habener (endocrinologista, Estados Unidos), Jens Juul Holst (químico, Dinamarca) e Svetlana Mojsov (química, Macedonia do Norte e Estados Unidos).

“Nos últimos anos houve um grande avanço no tratamento da diabetes do tipo 2” com o aparecimento de fármacos que utilizam um princípio ativo que, por outro lado, “produz um notável redução do apetite”, com a revista Science a considerar estes medicamentos “contra a obesidade como o maior avanço científico de 2023”, destacou o júri do Prémio Princesa das Astúrias da Investigação Científica 2024, num comunicado.

Segundo o mesmo texto, os cientistas Drucker, Habener, Holst e Mojsov “partilham o reconhecimento de terem iniciado e desenvolvido esta investigação [que levou à criação destes fármacos] desde os anos setenta do século passado”.

Quanto a Friedman, descobriu em 1994 uma hormona que atua na região cerebral que controla o apetite, afirmou o júri, no comunicado divulgado pela Fundação Princesa das Astúrias, a entidade espanhola que atribui anualmente vários prémios.

Os Prémios Princesa das Astúrias distinguem o “trabalho científico, técnico, cultural, social e humanitário” realizado por pessoas ou instituições a nível internacional.

São atribuídos oito galardões todos os anos, em diversas áreas, e cada prémio consiste numa escultura do pintor e escultor espanhol Joan Miró, 50.000 euros, um diploma e uma insígnia, entregues numa cerimónia solene com a Família Real espanhola, em Oviedo, em outubro.

O prémio atribuído hoje foi o sétimo decidido este ano, naquela que é a 44.ª edição destes galardões.

Nas últimas semanas, a Fundação Princesa das Astúrias anunciou a atribuição do Prémio das Artes 2024 ao músico Joan Manuel Serrat, do Prémio de Comunicação e Humanidades à realizadora, desenhadora e ativista iraniana Marjane Satrapi, o Prémio do Desporto à jogadora de badminton espanhola Carolina Marín, o Prémio das Ciências Sociais ao historiador canadiano Michael Ignatieff, o Prémio das Letras à escritora romena Ana Blandiana e o Prémio da Cooperação Internacional à Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura.

Na próxima semana será decidido o Prémio da Concórdia.

A cerimónia de entrega dos prémios realiza-se em outubro, em Oviedo, no norte de Espanha.

LUSA/HN

0 Comments

Submit a Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMAS

Fábio Simões: Médico Interno de Saúde Pública | Unidade Local de Saúde Amadora/Sintra; Celene Neves: Médica Assistente Graduada de Saúde Pública | Unidade Local de Saúde Amadora/Sintra

11,6% dos homens em Portugal são vítimas de violência no namoro

A Agilcare, em parceria com a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), acaba de lançar uma campanha de sensibilização intitulada “O Amor Não Magoa”, dirigida à violência no namoro. A iniciativa, que decorre durante fevereiro, pretende desmontar a ideia de que atos de agressão isolados ou envoltos em promessas de mudança não configuram ciclos de abuso. Dados da APAV indicam que 87,7% das vítimas reportadas são mulheres, com maior incidência entre os 20 e os 40 anos. A resposta da campanha passa também pela disponibilização de apoio psicológico

Maioria das chamadas para o 112 não corresponde a situações de emergência

O serviço de emergência 112 recebeu em 2025 mais de 5,4 milhões de chamadas, mas apenas uma em cada três correspondeu a uma situação efetiva de emergência, revelam os dados hoje divulgados pela Polícia de Segurança Pública, a propósito do Dia Europeu do 112, que se assinala esta terça-feira.

Ganhos na saúde cardiovascular não chegam de forma igual a todas as regiões

Portugal regista avanços significativos na redução da mortalidade e na melhoria do tratamento das doenças cérebro e cardiovasculares ao longo da última década, mas a persistência de desigualdades regionais no acesso a cuidados especializados e nos resultados clínicos continua a ser um desafio crítico, sobretudo nas regiões do Alentejo, Algarve e Açores.

MAIS LIDAS

Share This
Verified by MonsterInsights