Gentil Martins vê nome atribuido à sala de pediatria do IPO de Lisboa

11 de Julho 2024

O pediatra e cirurgião António Gentil Martins, de 94 anos, foi hoje homenageado com a atribuição do seu nome à sala dos médicos de pediatria do Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa, serviço do qual foi fundador.

O Instituto Português de Oncologia de Lisboa Francisco Gentil escolheu o dia do aniversário de António Gentil Martins para atribuir o seu nome à sala dos médicos de pediatria, num gesto simbólico que reconhece todo o seu trabalho e dedicação à instituição que celebrou o ano passado um século.

O professor Gentil Martins, como é conhecido e designado por todos os profissionais do instituto, mostrou-se visivelmente emocionado com a surpresa que lhe prepararam no dia dos seus 94 anos, refere o IPO, em comunicado.

“Não estava nada à espera de encontrar aqui tanta gente”, reconheceu, surpreendido e emocionado pela homenagem que juntou atuais trabalhadores da pediatria e outros já reformados.

“Este serviço é hoje um centro de referência e devemos isso à sua visão pioneira e ao seu trabalho que muito agradecemos e queremos continuar a honrar e projetar ainda mais o serviço a nível nacional e internacional”, afirmou na cerimónia a presidente do Conselho de Administração, Eva Falcão, citada no comunicado.

Ana Lacerda, oncologista pediátrica e diretora do Serviço de Pediatria, conduziu a cerimónia de homenagem e destacou o trabalho do cirurgião e fundador da pediatria “na criação da primeira unidade multidisciplinar de oncologia pediátrica a nível mundial, há precisamente 64 anos, com equipas especializadas.

”Foi precisamente António Gentil Martins que propôs a criação de uma unidade de pediatria ao seu avô, fundador do IPO Lisboa, Francisco Gentil, o que viria a acontecer em 1960”, lembrou.

Francisco Gentil Martins, além de neto do fundador do Instituto Português de Oncologia de Lisboa Francisco Gentil, destacou-se pelo percurso profissional enquanto médico pediatra e cirurgião, tendo sido responsável por realizar a primeira cirurgia para separar duas bebés gémeas siamesas, em 1978.

LUSA/HN

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