António Gandra d’Almeida admite que “ainda há muito a fazer” nos cuidados continuados

15 de Novembro 2024

O diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde (SNS) afirmou hoje que “ainda há muito a fazer” em termos de cuidados continuados em Portugal, apesar do programado reforço de 5.500 camas ao abrigo do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

“Temos consciência de que ainda há muito a fazer, a nossa população está a envelhecer e as necessidades de cuidados vão continuar a aumentar. O SNS está comprometido em trabalhar lado a lado com o setor social para responder a essas necessidades”, afirmou António Gandra d’Almeida em Barcelos na abertura das Jornadas da Saúde promovidas pela Santa Casa da Misericórdia local, destacando ainda o “papel crucial” do setor social para reforçar a capacidade de resposta dos cuidados continuados.

Segundo António Gandra d’Almeida, em 2023 foram investidos cerca de 279 milhões de euros na rede nacional de cuidados continuados integrados, o que representa um acréscimo de 18% em relação ao ano anterior.

Atualmente com 10 mil camas, a rede vai ser reforçada até 2025 com mais 5.500 camas, ao abrigo do Plano de Recuperação e Resiliência.

“Mas a oferta ainda é insuficiente”, disse o diretor executivo do SNS.

António Gandra d’Almeida lembrou que com o aumento da esperança de vida e com uma população cada vez mais envelhecida disparam também as doenças crónicas e as consequentes necessidades de respostas em termos de cuidados continuados e paliativos e classificou como, “crucial” o contributo do setor social.

“A rede nacional de cuidados continuados é um excelente exemplo de cooperação bem-sucedida entre o setor público e o setor social”, enfatizou.

As Jornadas da Saúde da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos têm como mote “Unidade de Cuidados Continuados de Santo António: Por uma Prioridade Social e de Saúde”.

Esta unidade tem 10 anos e arrancou com 30 camas, tendo, entretanto, sido reforçada com mais 10.

As jornadas integram-se nas comemorações dos 525 anos da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos.

LUSA/HN

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