Marcelo critica mudanças na saúde e na educação e pede estabilidade

12 de Dezembro 2024

O Presidente da República criticou hoje mudanças de aspetos fundamentais em áreas como a saúde e a educação, quando mudam os governos, e apelou à estabilidade.

“Era bom que cada vez que muda o Governo não mudassem coisas fundamentais na saúde, como aliás na educação”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa à margem de uma visita ao Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão (no distrito de Lisboa), onde participou no programa Natal dos Hospitais, da RTP.

Questionado se o Governo fez demasiadas mudanças, o chefe de Estado respondeu: “Eu não estou a dizer se mudou mais ou mudou de menos, o que aconteceu foi que mudam os Governos e muda a orientação”.

“E essa orientação tem que ter o mínimo de estabilidade, porque estar a mexer no sistema de saúde, e em particular no Serviço Nacional de Saúde, demora tempo, custa dinheiro, cada mudança demora tempo e custa dinheiro, e é tempo perdido e é dinheiro mal gasto, se não há o mínimo de estabilidade”, defendeu.

Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que “devia haver acordo entre as forças políticas” para que “haja uma solução que seja para durar”.

O chefe de Estado considerou também que a reforma do Serviço Nacional de Saúde, “que demorou muito tempo a arrancar”, devia “ser experimentada”.

“Foi entendido que não. Pode ser que a solução que vem aí seja melhor”, indicou.

O Presidente da República falou também no estatuto do cuidador informal, considerando que “demorou muito tempo” e tem tido “passos pequeninos”, mas “tem vindo a melhorar”.

“Vai andando, mas é muito lentamente, e o que é facto, como a sociedade envelhece, há cada vez mais necessidade de cuidadores informais, e já não são os parentes, já teve que se alargar a outros, que são vizinhos, que são até, eventualmente, profissionais, ou eram, ou estão reformados, mas que passam a ser cuidadores informais”, afirmou.

Marcelo Rebelo de Sousa defendeu que “a lei tem melhorado, ainda recentemente melhorou um bocadinho”, mas “não pode melhorar só de quatro em quatro anos, de cinco em cinco anos”.

“Porque é muita gente que depende disso, e é muita gente de quem depende muita gente em Portugal, muitos, muitos portugueses”, alertou.

NR/HN/Lusa

 

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