Médio Oriente: Comissária europeia para Igualdade condena ataque a hospital no norte de Gaza

28 de Dezembro 2024

A comissária europeia para a Igualdade, Preparação e Gestão de Crises considerou hoje que o ataque de sexta-feira ao hospital Kamal Adwan em Beit Lahia, no norte de Gaza, foi um ato "inaceitável" que "viola" o direito internacional humanitário.

“O último grande hospital no norte de Gaza foi parcialmente destruído. Isto é inaceitável”, disse Hadja Lahbib, numa mensagem nas redes sociais.

A antiga ministra dos Negócios Estrangeiros belga lembrou que os ataques às instalações de saúde “violam” o direito internacional humanitário e acrescentou que “é urgente e necessário ter acesso a abastecimentos para o inverno”.

Lahbib reiterou também que “um cessar-fogo, um aumento da ajuda humanitária e a libertação dos reféns” são essenciais.

O exército israelita invadiu na sexta-feira o hospital Kamal Adwan em Beit Lahia, um dos poucos que permaneciam parcialmente operacionais no norte da Faixa, e incendiou as instalações.

O ataque ao Kamal Adwan – que albergava cerca de 350 pessoas, incluindo 75 pacientes e familiares, e 180 profissionais de saúde – foi justificado por alegadamente este hospital esconder agentes do Hamas.

As tropas israelitas detiveram quase todos os doentes, acompanhantes, deslocados e pessoal médico, obrigaram-nos a ir a pé até ao pátio de uma escola próxima, revistaram-nos e interrogaram-nos e hoje de manhã libertaram cerca de 400 pessoas.

Entre os ainda detidos está o diretor do hospital, Husam Abu Safiya, que dirige o centro há mais de dois meses.

“O desmantelamento sistemático do sistema de saúde em Gaza é uma sentença de morte para dezenas de milhares de palestinos que necessitam de cuidados médicos”, denunciou a Organização Mundial da Saúde (OMS), que lembrou também as restrições de acesso que Israel impõe ao seu pessoal, o que torna seu trabalho difícil.

Os pacientes em condições moderadas foram evacuados para um hospital indonésio também “destruído e não funcional” próximo, enquanto 60 profissionais de saúde e 25 pacientes críticos permaneceram no Kamal Adwan, incluindo alguns ligados a respiradores, explicou a OMS.

 

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